O crescente números de casos confirmados em Curitiba do novo coronavírus deve diminuir em agosto. Assim é a perspectiva e a esperança por parte das autoridades de saúde de Curitiba que estão se espelhando em outras cidades que tiveram um pico da doença e com uma redução em seguida dos infectados. Para a secretária Márcia Huçulak, é preciso equilíbrio e não “matar a sociedade por subsistência”. Um novo decreto é válido por 14 dias e permitiu a reabertura das academias para atendimento individualizado. Supermercados, por exemplo, não podem funcionar aos domingos; shoppings não abrem finais de semana e academias abrem com restrições.

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A secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, relatou em uma entrevista coletiva nesta terça-feira (21), que as alterações em alguns serviços servem para buscar um equilíbrio para as pessoas que precisam trabalhar e ter um sustento para as famílias. “Aprendemos nestes 140 dias que a sociedade está cansada e estamos sendo muito cobrados. Existem grupos de pessoas que falam para abrir, que estão angustiados seja por renda e por contas a contar. Do outro lado, com pessoas com ganho e não dependentes do comércio, pedem que feche tudo. Aprendi que é preciso ter o equilíbrio, mas não podemos matar a sociedade por subsistência. Vamos estar sempre nesta balança, pois as pessoas estão agressivas e perdendo a paciência. Caminhamos pelo caminho do bom senso”, disse.

Curitiba registrou, no boletim desta segunda-feira (20), 13.935 casos de novo coronavírus, desde o mês de março. Na cidade, mais 19 mortes por covid-19 também foram confirmadas, o que eleva o total de óbitos para 369.

Pico do coronavírus em Curitiba

Sobre o pico da doença, a secretária acredita que a cidade está vivendo este momento, mas espera que em agosto, o número de casos de contaminados e mortes diminuam consideravelmente. “Acompanhando o que ocorre no mundo e no Brasil, percebemos algumas situações. Cidades tiveram o pico e estão em uma fase de diminuição. A pandemia tem uma duração de 8 semanas e estamos nesta lógica. Quando mudamos a bandeira, já estávamos chegando nestas semanas que será o fim de julho. Vale ressaltar que é apenas uma projeção e não significa que acabou. Tendência é cair em agosto, mas não é definitivo”, comentou a secretária.

“Quarentena” no fim de semana

O decreto não cita a palavra quarentena e mesmo tendo a abertura de serviços no fim de semana, Márcia Huçulak reforçou que as pessoas precisam se comportar como se estivessem em uma, ou seja, não insistam em deixar suas casas para se aglomerar em parques e supermercados.

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“No fim de semana, as pessoas tendem a flexibilizar e nestes 14 dias vamos fechar o comércio de rua e shoppings. Faço apelo a Associação Comercial do Paraná ( ACP), para que nos ajude. Os restaurantes, nós entendemos o funcionamento até ás 22h de segunda à sábado e domingo não abre. Queríamos abrir os parques, mas infelizmente o cidadão precisa abrir a consciência e ajudar. Não pode aglomeração e os parques ficam fechados”, finalizou.