Aberto há cerca de 60 dias, o Parque das Águas, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é sensação entre os moradores da cidade, que enchem o local nos fins de tarde. Contudo, um incidente com um idoso no início desta semana evidenciou uma falha que expõe seus usuários: o trecho da ciclovia que corta o lago tem margens estreitas e não conta com barreira de proteção que impeça o acesso à área.

O idoso que se acidentou, por exemplo, andava com um triciclo na ciclovia, quando perdeu o controle da direção, saiu da pista e caiu na água. Um homem que pescava nas proximidades agiu rapidamente e evitou o afogamento do senhor. Ainda assim, a prefeitura de Pinhais discorda que o local seja inseguro para os frequentadores e promete – sem data definida – colocar cerca-viva no parque.

Apesar de nenhum outro caso ter sido registrado, a situação preocupa alguns frequentadores do local. “Eu estou vindo aqui direto, porque moro perto. E muitas pessoas estão vindo também, por causa do calor. Daí fica mais complicado passar nesse trecho”, conta a vendedora Elaine Hidalgo. Conforme ela, o risco é maior para as crianças, mesmo acompanhadas. “Muitas que vêm andar de skate, é um perigo”, diz.

Antonia Ferreira, que caminha no parque diariamente, conta que também é comum ver as crianças andando de roller no trecho, o que sempre a deixa preocupada. “É tudo maravilhoso aqui, mas falta essa segurança. Acredito que teria que ter grade em tudo”, afirma. Para ela, as grades não precisariam ser muito altas para evitar acidentes.

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Ainda assim, há aqueles que acreditam que as medidas de segurança não devem alterar a paisagem do parque. “Acho que está bonito do jeito que está e uma grade tiraria a estética do parque. As pessoas se cuidando, acredito que não deva haver mais problemas”, diz o comerciante Elias Lopes.

Para ele, assim como para a costureira Débora Diniz, o ideal seria que houvesse mais placas pelo parque – nas proximidades. “Eu venho há um mês para correr e, como venho sozinha, sem crianças, não me preocupo. Mas poderia ter mais plaquinhas com orientações de segurança”, pondera Débora.

Para a prefeitura de Pinhais é precipitado dizer que a situações como essa, do homem que caiu no lago, coloca os usuários do local em risco. “Foi o primeiro caso em 60 dias de funcionamento. E a segurança existe, até porque a Defesa Civil está no local, circulando de bicicletas e com boias para auxiliar, se for necessário”, afirma o secretário municipal de governo, Ricardo Pinheiro.

Inaugurado há menos de 60 dias, Parque das Águas ainda deve ganhar cercas-vivas no entorno dos lagos para proteger ciclistas e praticantes de esportes. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Parana
Inaugurado há menos de 60 dias, Parque das Águas ainda deve ganhar cercas-vivas no entorno dos lagos para proteger ciclistas e praticantes de esportes. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Parana

Ele diz ainda que nos trechos em declive, onde a administração avaliou que pode ser perigoso para os frequentadores, já há uma cerca de sisal. Contudo, outros tipos de grades ou guarda-corpos não devem ser implantados. “Colocarmos um guarda-corpo é inviável e tira toda a beleza do parque”, avalia.

Ainda assim, conforme o secretário, o projeto inicial do parque inclui a implantação de uma cerca-viva nas margens do lago. “Vamos colocar a cerca-viva no maior perímetro possível dentro do parque, mas não posso fazer uma promessa quanto ao prazo”, explicou.

Além disso, o local deve receber mais placas com orientações de segurança e outras adaptações necessárias para garantir o bem-estar de todos. “Estamos há 60 dias com o parque aberto e vamos iniciar agora um processo de aprimoramento”, promete.

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