Curitiba

Mulher que morreu após procedimentos pagou R$ 15 mil a estudante de biomedicina

Equipamentos apreendidos com estudante de biomedicina
Foto: PCPR | Divulgação

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou que Silvana de Bruno, mulher que morreu após realizar procedimentos estéticos com um estudante que se passava por dentista e biomédico, pagou R$ 15 mil a ele. O caso aconteceu em Curitiba e, conforme o extrato bancário da vítima de 66 anos, a transferência foi realizada em junho.

De acordo com a PCPR, o estudante de biomedicina Erick Avelaneda Ferreira de Souza, de 21 anos, atendia Silvana desde maio deste ano. Durante o primeiro atendimento, ele realizou procedimentos invasivos, incluindo aplicações de plasma facial, lipo de papada e lipoenxertia nos seios da paciente. 

A vítima também teria passado por cirurgia de mastectomia total, em que removeu completamente as mamas e parte do tecido do tórax, o que tornou o procedimento fatal. Silvana morreu em 2 de outubro em decorrência de choque séptico e infecção de pele e partes moles.

Na segunda-feira (13/10), Erick foi chamado para prestar depoimento. Conforme a corporação, ele optou por ficar em silêncio. Ele é investigado por homicídio e exercício ilegal da medicina.

Segundo a PCPR, a médica que teria atendido a vítima no hospital também passará por oitivas nos próximos dias.

A Tribuna do Paraná entrou em contato com a defesa de Erick Avelaneda Ferreira de Souza e aguarda retorno.

Relembre o caso

Em uma operação conjunta com a Vigilância Sanitária (VISA) e o Conselho Regional de Medicina (CRM), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu na última quarta-feira (08/10), seringas, medicamentos e materiais usados em procedimentos estéticos na casa do estudante, em Curitiba. 

Nas redes sociais, o jovem divulgava a realização de procedimentos estéticos irregulares, como preenchimentos labiais e aplicações de estimuladores de colágeno, oferecendo serviços sem qualquer registro profissional.

Segundo a apuração da PCPR, os procedimentos eram realizados em clínicas localizadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral. A denúncia que desencadeou a investigação partiu do Conselho Regional de Biomedicina (CRBM), justamente pelo estudante não possuir habilitação para exercer a profissão.

A polícia afirma que ainda investiga o caso. Se condenado, o jovem pode cumprir pena de até 30 anos de prisão.

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