“Prefeito vê se me escuta, não vai parar a nossa luta”, assim cantavam os servidores municipais, que protestavam, na manhã desta segunda-feira (18), contra uma votação em regime de urgência para aumentar o valor de cobrança do plano de saúde dos funcionários da prefeitura e a alíquota de ITBI. A manifestação não intimidou e os vereadores aprovaram os projetos de lei do prefeito Rafael Greca (PMN).

O projeto de lei que ataca o Instituto Curitiba de Saúde (ICS) e o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC) já estava programado para ser votado nesta segunda-feira. “Mais uma vez, a bancada do tratoraço conseguiu aprovar o regime de urgência na tramitação de um projeto que atinge diretamente o funcionalismo da nossa cidade”, disse Wagner Argenton, do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba, o Sismmac.

Os servidores, segundo o representante do Sismmac, continuam com condições difíceis de trabalho, desde a votação do pacote de medidas na Ópera de Arame, em junho, que acabou em confusão e também foi aprovado. Com essa nova modificação, a situação vai piorar. “As modificações vão piorar muito a qualidade do atendimento e ainda no custo disso, ou seja, vão aumentar o valor que pagaremos pelo plano de saúde”, explicou.

Reunidos em frente ao prédio da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), os servidores colocaram faixas apontando o prefeito como um homem que não tem palavra. “Também nos unimos à população, que protestava contra o aumento de impostos. Neste caso, quem vai ser atingido na prática é o povo”.

Foto: Gerson Klaina.
Foto: Gerson Klaina.

Entenda

Os vereadores votaram as medidas para o ITBI e o ICS, o segundo que envolve os servidores municipais. As mudanças aprovadas no ITBI elevam de 2,4% para 2,7% as alíquotas do imposto para imóveis na faixa de R$ 150 mil a R$ 300 mil. O projeto amplia a faixa de isenção do imposto de R$ 70 mil para R$ 100 mil e determina que o pagamento do ITBI não pode mais ser feito de forma parcelada.

Já no caso do ICS, o valor de contribuição dos servidores vai passar de 3,14% para 3,9%. Junto disso, o projeto anula uma lei que garantia tratamento médico e remédios de graça para os funcionários com doenças graves. “Além disso tudo, ficamos ainda sem reajuste. A nossa situação está cada vez pior”, desabafou o representante do Sismmac.