O transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana promete realizar uma mobilização no Centro da capital durante a tarde de sexta-feira (30). No entanto, garante que o ato não prejudicará os serviços oferecidos à população, pois reunirá somente funcionários que estiverem de folga, enquanto as linhas de ônibus continuarão em funcionamento normal.

Veja as categorias que vão parar em Curitiba

De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc), a proposta inicial das centrais sindicais era de que a data fosse marcada pela terceira greve geral do ano, assim como aconteceu nos dias 15 de março e 28 de abril. No entanto, o Sindimoc não realizou assembleia para aprovar a nova greve e as centrais ainda voltaram atrás na proposta, passando a apoiar apenas mobilizações pontuais.

Por isso, o ato da categoria acontecerá às 17h na Boca Maldita, localizada na Rua XV de Novembro, com o objetivo de repudiar as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo Governo Federal. “Vamos juntos lutar pelos nossos direitos e pelos direitos de nossa família!”, convidou o sindicato, em nota.

Outras categorias

Além dos motoristas e cobradores, outros profissionais também decidiram apoiar o movimento. Os servidores municipais de Curitiba, por exemplo, realizaram uma assembleia na tarde desta terça-feira (27) na Praça Nossa Senhora de Salete, onde decidiram se unir ao ato na Boca Maldita contra as reformas.

Assim como eles, bancários, financiários, professores da rede estadual e técnicos administrativos da Universidade Federal do Paraná, incluindo o Hospital de Clínicas e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, também se mobilizarão. Com isso, alunos da rede estadual podem ficar sem aulas no período da tarde, bancos podem fechar as portas em algum momento do dia e serviços administrativos realizados nas universidades e no ambulatório do HC também devem ser afetados.

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Siemaco) também realizará ações em diversos locais de trabalho. A primeira delas está marcada para 6h da manhã em frente à empresa Cavo, na Rua João Negrão, com mais de 1.500 funcionários da limpeza pública. Ali serão distribuídas faixas nas cores verde e amarelo para serem utilizadas nos braços dos trabalhadores em sinal de luta pela retomada
da economia.

Depois disso, equipes do sindicato percorrerão os postos de trabalho dos setores da limpeza para alertar a respeito da retirada de direitos proposta pelas reformas do Governo Federal. “Nesse momento difícil para a classe trabalhadora, o Siemaco soma forças às demais categorias e se solidariza aos mais de 14 milhões de desempregados brasileiros”, afirmou Manassés Oliveira, presidente do Sindicato.