O projeto da ONG Vai Cair na Prova, criado pelo professor matemática Victor Bueno, foi o grande vencedor do Prêmio Bom Exemplo 2019. A iniciativa, que oferece aulas de cursinho pré-vestibular para jovens de baixa renda, foi a mais votada entre as cinco finalistas do concurso organizado pela RPC, com apoio da Fundação Dom Cabral e da Tribuna do Paraná. Foram indicadas cerca de 2 mil projetos e a votação foi recorde. Cerca de 150 mil pessoas participaram.

O cursinho solidário recebeu 64,68% dos votos. O projeto começou há 4 anos com o apoio de 5 professores voluntários e apenas 15 alunos. Hoje eles atendem a 220 estudantes e contam com o apoio de 60 professores que ajudam a jovens a atingir o objetivo de entrar numa faculdade. No ano passado, por exemplo, dos 100 alunos da ONG, 54 foram aprovados em universidades, sendo 26 deles na UFPR.

“Foi incrível! Nem tenho palavras para descrever receber o primeiro lugar com concorrentes incríveis. Para nós foi algo sensacional, é até difícil mensurar as palavras”, disse Victor Bueno, do Vai Cair na Prova.

Saiba mais sobre o projeto vencedor na matéria dos Caçadores de Notícias.

Os cinco finalistas: Diego, Luzia, Victor, Barbara e Sheila. Foto: Luiz Renato Correa / RPC
Os cinco finalistas: Diego, Luzia, Victor, Barbara e Sheila. Foto: Luiz Renato Correa / RPC

2º colocação – Move Vidas

Quem ficou com a segunda colocação foi o Projeto Move Vidas. representado por Luzia Andrade, mais conhecida como professora Gaivota. Ela abriu os braços para acolher uma comunidade que lida constantemente com problemas como falta de água e de energia elétrica. Lá, ela construiu uma espécie de santuário a céu aberto, onde crianças recebem diversos incentivos, se divertem, aprendem a cuidar da natureza e a gostar de estudar. Os pais também participam, indo a encontros e percebendo como o projeto mudou a vida de seus pequenos.

“Fiquei bastante surpresa com o prêmio! Eu acredito muito no trabalho que a gente faz, de gente que acredita na transformação do ser humano. Então, eu tinha certeza que mesmo que a gente não alcançasse o primeiro lugar, nós já seríamos vitoriosos por fazer parte de uma indicação tão importante”, disse Luzia.

Saiba mais sobre o projeto Move Vidas nos Caçadores de Notícias.

3ª colocação – Cores que Acolhem

Bárbara Nhiemetz, tatuadora, foi a criadora do projeto Cores que Acolhem. Ela oferece tatuagens gratuitas a mulheres que ficaram com as marcas de um câncer de mama.  “Bom exemplo pra mim é cada atitude, cada ação, cada gentileza, mesmo que pequenininha, que você execute, que você possa doar empatia e amor ao próximo. Simplesmente, se doar pelo próximo é um bom exemplo, disse”.

“Está estampado na minha cara que eu sou uma pessoa super emotiva. Essa emoção vem realmente do fundo do coração, porque eu aprendi a transformar dor em amor. Desde que passei pela doença dos meus familiares com câncer e meu filho que teve os tumores, eu aprendi a olhar um pouquinho além de mim. A cada momento que eu relembro tudo que eu passei e vejo que trouxe bons frutos, essa emoção ela flui, e eu não consigo conter, é super espontâneo e verdadeiro porque isso é amor”, concluiu.

Conheça mais sobre o trabalho de Bárbara nos Caçadores de Notícias.

O diretor da Fundação Dom Cabral, Ricardo Siqueira Campos, falou sobre essa união por uma só causa. “Nós vimos que com essa parceria da RPC, ou seja, com o maior veículo do Paraná, a gente poderia divulgar os bons exemplos. Então, é isso que a gente quer: melhorar a sociedade, fazer com que cada um com seu bom exemplo possa multiplicar e trazer mais bons exemplos! Esse é o nosso grande objetivo”, disse.

 

Os outros finalistas eram Diego Saldanha, do projeto EcoBarreiras, e Sheila Silva Agapito, do projeto Boleirinhas Kacau Fc.

Campeão do Prêmio Bom Exemplo. Foto: Luiz Renato Correa / RPC
Campeão do Prêmio Bom Exemplo. Foto: Luiz Renato Correa / RPC