Questionado pelo presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), o ex-secretário municipal de Ribeirão Preto Rogério Buratti se dispôs a participar de acareação com o ex-diretor da Gtech, Marcelo Rovai, e o ex-presidente da Gtech, Antônio Carlos Lino da Rocha, que o acusaram de influenciar a renovação do contrato com a Caixa Econômica Federal.

Rocha confirmou à CPI, na última quinta-feira, que o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz pedia R$ 6 milhões para renovar o contrato da empresa com a Caixa, além da contratação de um consultor, que seria Rogério Buratti, para abrir brechas e desviar recursos do contrato.

Hoje, durante seu depoimento, Buratti foi categórico ao afirmar que não recebeu dinheiro da Gtech. Ele então listou três fatos que, na sua opinião, não correspondem à versão dos depoimentos dos dirigentes da empresa.

"Não poderia ser indicado por Waldomiro Diniz porque não o conheço", apontou. "Eles disseram que a minha contratação era condição essencial para a assinatura do contrato só que o acordo ocorreu sem mim", continuou. "E eles afirmaram que já tinham feito tratativos com o governo."

A CPI dos Bingos ouve ainda hoje José Luiz do Amaral Quintans, auditor da Caixa Econômica Federal. Estava previsto também o depoimento de o ex-advogado da Gtech Enrico Gianelli, mas liminar concedida pelo STF o desobrigou de comparecer à comissão. Essa CPI investiga as casas de bingos no país e a relação com a lavagem de dinheiro e o crime organizado.