Conclusão óbvia

Cresce entre empresários ligados ao setor de aviação a presunção que está na hora de pressionar o governo no sentido da gradual privatização dos principais aeroportos do País. Os motivos são sobejamente conhecidos pelo grande público, em grau máximo pelos clientes das companhias aéreas e as desventuras vividas ultimamente.

Segundo executivos das grandes companhias, não há argumentos plausíveis para crer que o governo, por meio da Infraero, tenha capacidade de investimento para satisfazer a expectativa do crescimento do número de passageiros nos próximos anos. Dito de outra forma, isso significa que os graves problemas ocorridos nos principais aeroportos brasileiros, com atrasos e suspensão de vôos em função da deficiência do sistema de controle aéreo, terão vida longa.

Daí o surgimento da tese da entrega do controle da operação dos aeroportos para a iniciativa privada, como acontece em vários países europeus e nos Estados Unidos. A maioria dos pontos falhos da infra-estrutura está delineada, assim como o cálculo do investimento necessário para as correções. O problema é que o governo nunca dispõe do dinheiro e, destarte, os problemas se avolumam.

É para esse aspecto sumamente estratégico do crescimento sustentado que a iniciativa privada chama a atenção, dispondo-se a participar das soluções. Aliás, não é de hoje que governantes exaltam a excepcional validade da parceria com as empresas, nesse caso, apenas o óbvio ululante.

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