Brasília – Os servidores públicos federais iniciaram ontem uma série de manifestações pelo País. Na Esplanada dos Ministérios, cerca de 100 pessoas participaram de um protesto por melhores salários. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF), e começou por volta das 11h, no chamado “espaço do servidor”, uma tenda entre os Ministérios da Agricultura e do Planejamento. A participação dos servidores ficou aquém da expectativa dos organizadores, que acreditavam, na semana passada, que ontem seria o primeiro dia de uma grande manifestação.

Os funcionários do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já estavam em greve e, ontem, mais duas categorias cruzaram os braços: os funcionários administrativos da Advocacia Geral da União (AGU) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Segundo o presidente da Associação dos Servidores da AGU, João Araújo Neto, cerca de 65% dos funcionários do órgão em todo o Brasil estão de braços cruzados. Os servidores públicos federais querem um reajuste salarial imediato de 50,19% e a incorporação das Gratificações de Produtividade e de Atividade do Executivo.

Além disso, eles reivindicam piso salarial de R$ 1.440 e a correção das distorções do Plano de Classificação de Cargos do servidor público. O governo propõe apenas um reajuste diferenciado para as gratificações, variando entre 12,85% e 32,27%. Os manifestantes repudiaram esta proposta. Outro ponto que os servidores não aceitaram foi o prazo dado pelo governo para assinatura do acordo, dia 21 deste mês. Os manifestantes fizeram uma caminhada até o Ministério do Planejamento, onde gritaram palavras de ordem contra o FMI e contra os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, do Planejamento, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.