Brasília – O deputado federal Max Rosenmann (PMDB) cobrou do governo federal o atendimento das reivindicações dos hospitais filantrópicos e santas casas de misericórdia, que atravessam grave crise financeira por conta da falta de recursos e dos baixos valores pagos pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). O parlamentar enviou ofícios aos ministros da Saúde, Saraiva Felipe, da Casa Civil, Dilma Roussef, da Articulação Política, Jacques Wagner e da Fazenda, Antonio Palocci, além do próprio presidente Lula, fazendo um apelo para que o governo se sensibilize diante da situação desses estabelecimentos, que correm o risco de fechar ou de pedir descredenciamento do SUS, deixando milhões de brasileiros sem atendimento médico.

"Os hospitais filantrópicos e santas casas são para a maioria dos brasileiros a única opção de atendimento médico hospitalar, e salvam milhares de vidas todos os dias. Abandoná-los significa abandonar toda essa população que depende deles à própria sorte", afirma Max, que apóia o movimento "SOS Santas Casas", deflagrado pelos hospitais para chamar a atenção para o problema.

No último dia 18, o movimento promoveu a paralisação por 24 horas dos atendimentos, atingindo 68,6% dos estabelecimentos em 14 estados brasileiros, segundo dados da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB). Foram suspensos apenas procedimentos eletivos como cirurgias e consultas previamente agendadas. O estado que teve maior adesão foi o Paraná, onde apenas um dos 83 hospitais não participou.

A campanha reivindica a correção da tabela do SUS que determina quanto cada hospital recebe por procedimento realizado.