A segunda fase do vestibular da Fuvest começou neste domingo (6) em todo o Estado de São Paulo e trouxe poucas surpresas para os mais de 30 mil candidatos convocados. Com 2.651 ausentes, o índice de abstenção foi de 8,5%, ligeiramente superior ao do ano passado, quando 8,15% não compareceram.

Para o professor do Cursinho da Poli, André Valente, tanto a redação, que tinha como tema o capitalismo e a sociedade de consumo, como a prova de português, com dez questões, não fugiram ao que era esperado. “A avaliação teve a cara da Fuvest, sem grandes surpresas”, afirma.

Segundo ele, os enunciados foram diretos, os textos não foram muito longos e a maior parte das questões exigiu interpretação de texto. “Quando apareceu gramática, caiu de forma aplicada e não conceitual”, diz Valente.

As questões que exigiram um conteúdo mais técnico da língua portuguesa cobraram conhecimentos sobre concordância verbal, sujeito posposto e o uso de vírgula.

Quatro obras literárias de leitura obrigatória foram exigidas na avaliação: Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett; Til, de José de Alencar; Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; e Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade. “Há aqui um recado da Fuvest, que está dando uma atenção maior para a lista de livros obrigatórios e parece que pretende cobrá-los sempre”, diz Valente. As obras já tinham sido cobradas na primeira fase.

Nesta segunda-feira a prova traz 16 questões de disciplinas do núcleo comum obrigatório do ensino médio (história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês). Os portões serão abertos às 12h30 e fechados às 13h. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo