O Ministério Público pediu hoje a abertura de um novo inquérito para investigar a participação de uma segunda pessoa no assassinato de Marcos Matsunga, 41, além de Elize Araújo Kitano Matsunaga, 30, que confessou o crime. O pedido da Promotoria baseia-se em laudos do IML (Instituo Médico Legal) e da Polícia Técnico-Científica.

Em um deles, amostras coletadas no quarto onde a vítima foi esquartejada apontaram a existência de sangue e outros materiais genéticos de outro homem, além da vítima. Já no laudo elaborado pelo IML (Instituto Médico Legal), foi constatado que o corpo de Marcos tinha dois tipos de corte: um bastante preciso e cirúrgico e outro com indícios de que terem sido feitos por alguém inexperiente.

“Não é possível que técnicas de cortes tão diferentes tenham sido feitos pela mesma pessoa”, disse o promotor José Carlos Cosenzo. Em depoimento à polícia, Elize afirmou ter profundo conhecimento em cortes em seres humanos porque trabalhou em um centro cirúrgico.

Ela disse que fez tudo sozinha, desde o tiro que causou a morte do marido ao esquartejamento do corpo no apartamento onde o casal morava na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo). A mulher também afirmou ter espalhado os sacos plásticos de Marcos na cidade de Cotia (Grande SP).

Crime

O crime ocorreu em 19 de maio, no apartamento onde o casal vivia. Segundo sua defesa, ela matou Marcos após uma discussão na qual foi agredida por ele e também porque temia ficar sem a guarda da filha, em uma eventual separação do casal.

A briga entre o casal começou porque Elize confrontou Marcos com a descoberta de uma traição por parte dele.

Para a Promotoria, Elize matou e esquartejou o marido de maneira premeditada para se vingar porque era traída e também para ficar com R$ 600 mil de um seguro de vida da vítima.