Brasília – O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, admitiu nesta segunda-feira (23) a possibilidade de aumento nas passagens aéreas nos próximos meses em conseqüência de mudanças na operação do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Entre as medidas anunciadas na última sexta-feira (20), o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) deu prazo de 60 dias para que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as empresas aéreas reduzam o número de vôos em Congonhas. As medidas também determinam que os aviões pousem no terminal com peso menor, o que reduz o número de passageiros por vôo e pode trazer prejuízos às companhias aéreas.

Em entrevista coletiva, Pereira disse que, apesar dos possíveis reajustes, as medidas foram tomadas para garantir a segurança dos passageiros. ?Uma alta concentração de vôos em Congonhas favorece economicamente as empresas aéreas e a Infraero, mas a segurança tem que vir em primeiro lugar. Não que o aeroporto não estivesse seguro, mas chegou a hora de medidas cautelares e isso pode significar aumento de preços. O passageiro vai ter que pagar mais pela sua segurança?, afirmou.

Pereira informou que os percentuais dos aumentos serão discutidos pelas companhias aéreas e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas, de acordo com sua avaliação, não haverá grandes reajustes de preços para o consumidor. ?Se uma passagem passar de R$ 150 para R$ 155, por exemplo, vai ser um aumento considerável para determinadas classes de renda, mas não chega a ser nada drástico, nem que vá levar nenhuma empresa á falência?, avaliou.