Na denúncia contra o delegado Álvaro Lins, que chefiou a Polícia Civil do Rio de 2000 a 2006, quando foi eleito deputado estadual pelo PMDB, o Ministério Público Federal enumera carros importados e imóveis supostamente comprados pelo acusado por meio de laranjas. Lins foi denunciado sob a acusação de praticar os crimes de formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando, corrupção passiva e ?lavagem de ativos provenientes das atividades ilícitas desenvolvidas pela organização criminosa?.

As investigações policiais sobre lavagem de dinheiro concentraram-se no ex-chefe de polícia, acusado de comandar o grupo, segundo o Ministério Público, com apoio do ex-governador e ex-secretário de Segurança Anthony Garotinho.

Lins foi preso em flagrante na manhã de quinta-feira (29) pela Polícia Federal e liberado no fim da tarde de sexta-feira graças à aprovação, pelos colegas da Assembléia Legislativa, de projeto de resolução segundo o qual lavagem de dinheiro não é crime inafiançável.

O Ministério Público aponta a ?flagrante incompatibilidade? entre os rendimentos lícitos do ex-chefe de Polícia Civil – ?menos de R$ 8 mil? – e seu patrimônio e gastos ?nababescos?. A denúncia cita despesas fixas mensais em torno de R$ 25 mil, ou seja, mais que o triplo de seus rendimentos declarados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.