Brasília – Para concluir a votação da reforma da Previdência, em primeiro turno, na próxima quarta-feira, o governo está tentando convencer os partidos de oposição, e também aliados, a abdicarem de suas propostas de mudanças ao texto já aprovado. Com o PSDB e PTB a negociação tem sido favorável, mas o PFL não abre mão de suas emendas. O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou ontem que pretende concluir o primeiro turno da reforma na próxima semana. João Paulo está confiante de que o segundo turno de votação da proposta ocorra no dia 20 de agosto ou no mais tardar na semana seguinte.

Na semana que vem, a Câmara votará emenda que aumenta de R$ 1,2 mil para R$ 1.440 a isenção para o pagamento da contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados e pensionistas da União. Esta emenda fez parte do acordo que o governo aceitou para derrubar o destaque do PFL que acabava com a taxação dos inativos. O novo valor da isenção valerá apenas para os servidores federais – os aposentados e pensionistas dos estados e municípios continuam isentos até R$ 1,2 mil. Além desta emenda, faltam mais cinco votações para concluir a votação em primeiro turno da reforma da Previdência.