Rio de Janeiro – A Polícia Federal (PF) voltou a prender nesta quarta-feira (29) 12 envolvidos no esquema de compra de sentenças judiciais para favorecer bingos e máquinas caça-níqueis, presos no dia 13 de abril pela Operação Furacão. Eles estavam respondendo o processo em liberdade por força de habeas corpus concedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No processo anterior, eles foram denunciados por concussão e corrupção, entre outros crimes. O novo pedido de prisão, feito pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Criminal Federal, é por lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, estão presos os três principais bicheiros do estado: Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; Aniz Abrahão David, o Anísio, e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, que teve decretada prisão domiciliar, por estar com 82 anos e com problemas de saúde.

Também foram presos José Renato Granado Ferreira, Júlio César Guimarães Sobreira; Nagib Teixeira Suaid; João Oliveira de Farias; Luciano Andrade do Nascimento; Belmiro Martins Ferreira; Marcos Antonio Machado Romeiro e Marcos Antônio dos Santos Bretas, o Marcão.

Outro preso foi Marcelo Kalil Petrus, sobrinho de Turcão, que era o único a não ter ido para a prisão na primeira fase da operação, pois estava foragido à época. Segundo a PF, ele foi preso em casa, já que havia conseguido o relaxamento de prisão do processo anterior.

Até o final da tarde, ainda estavam foragidos Paulo Roberto Ferreira Lino, Laurentino Freire dos Santos e Licínio Soares Bastos.

Segundo o superintendente regional da PF no Rio de Janeiro, delegado Valdinho Caetano, a operação foi deflagrada a partir das 6 horas e contou com 100 homens.

Segundo ele, depois de serem ouvidos na sede da PF, os presos serão transferidos para diferentes carceragens.

"Esta operação foi um prolongamento da Operação Furacão, em razão da análise posterior da vasta documentação apreendida na ocasião, em que se vislumbrou a prática da lavagem de dinheiro", explicou Caetano.

A juíza Ana Paula também decretou o seqüestro dos bens móveis (automóveis, jóias, relógios importados) dos acusados e pediu que o Ministério Público Federal (MPF) se pronuncie sobre quais os bens imóveis pretende ver atingidos.