Lula: a revolta da natureza
muitas vezes é implácavel.

Petrolina – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou ontem famílias desabrigadas na cidade pernambucana de Petrolina e disse que as chuvas, este ano, superaram as expectativas e, por isso, tem prejudicado a população da região. “Quando cai água demais não tem rio, não tem nada que segure porque a natureza muitas vezes quando se revolta é implacável. Ela não escolhe pobre ou rico”, afirmou o presidente.

Muitas vezes, segundo ele, quem sofre mais são os pobres, que constroem as casas nos lugares mais baixos, ocupando muitas vezes beiras dos córregos e rios. “Quando vem a chuva que enche ele é a primeira vítima”, destacou. Lula antecipou que as ações do governo para ajudar os desabrigados ocorrerão em duas etapas. A primeira com a chegada de remédios, alimentos e abrigos além de água potável para as pessoas que sofriam prejuízos com as enchentes. Na segunda, o governo trabalhará na reconstrução das casas. “Essas ações são o mínimo das coisas que nós temos que fazer. As pessoas têm que ter água boa para beber, comida para comer. As pessoas não podem ficar isoladas e ao mesmo tempo as pessoas têm que ter remédios para que as pessoas não peguem nenhuma doença como a leptospirose que pode matar as pessoas”, disse Lula.

Ele anunciou que o Minstério da Saúde já está providenciando kits de remédios para atender situações como essa. Ao falar da recuperação das casas e da construção de outras para quem perdeu tudo o presidente Lula disse: “Nós não queremos enganar o povo porque vocês já foram enganados a vida inteira”, afirmou o presidente.

Segundo o presidente, o governo está fazendo um levantamento por meio do Ministério da Integração e dos prefeitos dos municípios atingidos pelas chuvas para saber a quantidade de casas que serão necessárias apenas realizar consertos e estão em locais de serem atingidas pelas enchentes, a não ser por um dilúvio. “Essas nós vamos consertar. Aquelas casas que a gente perceber que será necessário fazer uma nova casa, não é uma, são quase 50 mil casas que nós temos que fazer. Mas nós vamos ter que combinar com os prefeitos e os governadores porque temos que arrumar outro local, tem que ter outro terreno. Nós não podemos ser irresponsáveis e fazer o conserto no mesmo lugar”, disse.