São Paulo – O diretor técnico do Instituto Médico Legal (IML) Central de São Paulo, Carlos Alberto de Souza Coelho, disse nesta segunda-feira (5) que deve durar a semana toda o trabalho dos médicos legistas na identificação das últimas quatro vítimas do acidente com o avião executivo Learjet 35, ocorrido ontem na zona norte da capital paulista. Ele afirmou também que o quinto corpo, de um total de oito, deve ser identificado ainda hoje.

?A nossa expectativa é de concluir o trabalho antes do final da semana. Nós estamos na expectativa de conseguir a identificação por impressão digital da senhora Rosa Lima ainda hoje. Estamos aguardando o resultado da pesquisa das digitais?, disse o diretor em entrevista coletiva.

Os identificados até agora são o piloto Paulo Roberto Montezuma Firmino, de 39 anos, o co-piloto Alberto Soares Júnior, de 24, e dois moradores de uma das quatro casas atingidas: Ana Maria Lima Fernandes e Lucas de Souza Júnior (idades não confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública).

Os outros quatro estão listados, pois são todos da mesma família, faltando apenas a identificação dos corpos e restos mortais. São eles: Luan Vitor de Lima, de nove meses (filho de Ana Maria e Lucas), Rosa Lima e Aires Fernandes, ambos de 54 anos (avó e avô de Luan) e Lina Oliveira Fernandes, de 75 (bisavó do menino).

De acordo com o diretor do IML, a identificação da criança pode demorar mais pelas condições adversas. ?Não é a identificação mais difícil, mas talvez a que demande um pouco mais de trabalho?.

Segundo Souza Coelho, Luan não tinha impressões digitais registradas e os médicos legistas tentam identificá-lo por estudos antropológicos. ?Se não dispusermos de dados que nos assegurem a identificação da criança, nós ainda dispomos da técnica do DNA, que é a identificação por comparação genética?. Se for necessário o uso do DNA para identificação, de acordo com ele, o resultado do exame demora cinco dias.

Neste momento, segundo o diretor, os médicos legistas estão ouvindo os familiares e recolhendo dados para os estudos periciais, que fazem parte dos estudos antropológicos. ?São informações com sinais particulares, tatuagens, arcada dentária, roupas que as pessoas vestiam no momento do acidente?.

O diretor explicou que o trabalho de identificação dos corpos é técnico e pode ser feito de três maneiras. ?A primeira opção é por impressão digital, a segunda é por estudos antropológicos, em que predomina o estudo da arcada dentária, e a terceira opção é o DNA?.