O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o caos aéreo na Câmara, aponta problemas de gestão na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), inclusive na execução orçamentária. Apesar de todos os investimentos necessários no setor aéreo, a Anac deixou de investir R$ 4,4 milhões, no ano passado, quando dispunha de um total de R$ 87,6 milhões liberados pela União. O orçamento inicial era de R$ 83 milhões, a Anac pediu e conseguiu um crédito suplementar de R$ 4,5 milhões, mas praticamente não usou os recursos.

O presidente da agência, Milton Zuanazzi, declarou, em depoimento à CPI, que a Anac não usou todos os recursos de 2006 "pelas situações mais diversas". Citou como exemplo um investimento que seria feito para obras no aeroporto de Vacaria (RS). A empresa vencedora da licitação faliu, e as obras não foram iniciadas. Zuanazzi informou que, para 2007, a Anac solicitou ao Ministério da Defesa orçamento de R$ 230 milhões, mas recebeu cerca de R$ 160 milhões. "Se não vier o ideal, vamos reduzir (investimentos)", afirmou.