Brasília – A técnica em pesquisa da Biblioteca Nacional, Regina Santiago, que integra o comando estadual de greve do Rio de Janeiro, disse nesta segunda-feira (11) que participam do movimento no estado cerca de mil funcionários. Eles representam  quase a metade dos 2,2 mil servidores ativos do Ministério em todo o país.

?É o maior contingente, porque a grande parte da estrutura (do ministério) está aqui. O grande número de museus, a sede da Biblioteca Nacional, está tudo aqui. Então, a gente tem cerca de 50%  do total de servidores lotados no Rio de Janeiro?, assegurou. Os grevistas têm reunião com o Ministério do Planejamento esta semana.

Regina Santiago disse que a maior reivindicação da categoria é a implantação do Plano Especial de Cargos, aprovado na mesa de negociação com o governo em 2005. O plano inclui uma nova tabela de vencimentos, a concessão de algumas gratificações e  a estruturação dos cargos. Essa estruturação  envolve a definição dos cargos e das suas atribuições.

"Na verdade, é uma estruturação mesmo do ministério e da vida funcional do servidor através desse plano, que já foi aprovado em 2005 na mesa de negociação instituída pelo governo, mas que eles não implantaram até hoje?, informou Santiago.

Além da representação regional do ministério, estão paralisadas as atividades no Rio de Janeiro dos órgãos vinculados à pasta, entre os quais a Biblioteca Nacional, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan), além da representação da Fundação Cultural Palmares. No âmbito do Iphan, a greve é geral nos museus e unidades especiais subordinados ao órgão, como o Museu de Belas Artes, o Museu Histórico Nacional, Museu Chácara do Céu, Museu Casa de Benjamin Constant, Museu da República, Museu do Folclore, Museu Villa Lobos, Museu do Açude, Paço Imperial, citou Santiago.

A Fundação Casa de Rui Barbosa é a única  instituição da Cultura  no Rio de Janeiro que não aderiu à paralisação, que prossegue por tempo indeterminado.