Brasília – Na investigação sobre os advogados suspeitos de colaboração com o Primeiro Comando da Capital (PCC) a CPI do Tráfico de Armas recebeu documentos do Ministério Público de São Paulo que mapeiam as principais áreas de atuação de cada um. Com base nas planilhas de visitas dos advogados aos detentos em 2005 e até junho de 2006, os promotores apontam os presídios mais freqüentados por advogado e os criminosos que defendem.

Para os integrantes da CPI, não é possível dizer com certeza se há rígida divisão por áreas, mas os parlamentares acreditam que alguns advogados podem ter facilidade em determinados presídios, com contatos, por exemplo, com agentes penitenciários que aceitem propina para permitir a entrada de telefones celulares.

Presa há duas semanas por formação de quadrilha, a advogada Maria Cristina Rachado, que tem como principal cliente o chefe do PCC, Marcos Camacho, o Marcola, concentrava as visitas em Avaré e Presidente Bernardes, onde o criminoso está preso atualmente. Em depoimento à CPI, Maria Cristina negou qualquer vínculo com a facção criminosa, além do contrato profissional para a defesa de Marcola.

Provas

Os mapas impressionaram o relator da CPI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). ?No caso de alguns advogados, não temos mais nenhuma dúvida de que estão a serviço do PCC. A análise dos sigilos bancário, fiscal e telefônico deve nos ajudar a reunir mais provas?, diz Pimenta.