O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira (14) que pretende ?consolidar? o Conselho Sul-Americano de Defesa ainda este ano. Ele disse que a articulação começará pela Venezuela, onde se encontrará com o presidente Hugo Chávez, em 14 de abril, e seguirá por Guiana e Suriname. Segundo o ministro, o tema já foi tratado ?informalmente? no Chile e na Argentina, que estariam de acordo com a proposta brasileira.

De acordo com Jobim, o conselho deverá tratar de questões militares dos países sul-americanos e prevenir situações como a invasão do território equatoriano pela Colômbia, no início do mês, mas sem interferir nas relações diplomáticas.

?Vamos conduzir, exclusivamente, questões de defesa?, disse Jobim. ?Não se pretende criar uma Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] do Sul. Queremos integrar problemas de defesa em uma política sul-americana?, ressaltou.

Em entrevista à imprensa, Nelson Jobim não comentou a ajuda oferecida na quinta-feira (13) pela secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, para criação de um plano de segurança regional.

Em relação à ocupação de fronteiras por grupos terroristas, o ministro garantiu essas áreas estão sob controle no Brasil. ?Não temos nenhum problema. Não há disputa. A nossa grande fronteira, a Amazônia, está monitorada por forças militares?, disse.
Mesmo assim, o ministro destacou que um dos objetivos do Conselho Sul-Americano de Segurança será discutir o reforço na atuação nessas áreas fronteiras. No Brasil, principalmente, nas fronteiras com a Amazônia.

?Em relação a monitoramento de fronteiras, a Amazônia será a mais privilegiada, porque é a região menos habitada?, afirmou Jobim.?Também Rio Grande do Sul e Centro-Oeste. Mas fundamentalmente a Amazônia?, reforçou.