O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) pode ser considerado o maior acidente de trabalho da história do País, caso o número de mortos ultrapasse 69 – total de trabalhadores que morreram no desabamento do pavilhão de exposições do Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, em 1971.

Na manhã desta segunda-feira (28) o governo de Minas Gerais confirmou 60 mortos, 305 desaparecidos e 192 resgatados.

“Esse (de Brumadinho), infelizmente, parece que vai se sobrepor (ao de BH).” Há 287 desaparecidos, entre empregados próprios e terceirizados da Vale e a comunidade. Ao todo, há 58 mortes confirmadas até a noite de hoje. Uma força-tarefa do Ministério Público do Trabalho em Minas foi criada para acompanhar o caso. A primeira medida a ser adotada pelo grupo é assegurar o pagamento de salário aos trabalhadores sobreviventes e às famílias dos desaparecidos até que sejam encontrados. Entre as medidas que podem ser adotadas depois, estão indenizações individuais e por danos morais coletivos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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