O desabamento que deixou duas pessoas soterradas na pedreira Santa Tereza, em Santos, na Baixada Santista, completa um mês amanhã e os corpos ainda não foram localizados. O acidente aconteceu na manhã de 12 de abril, quando um bloco desmoronou e cerca de 100 mil toneladas de rochas e terra desabaram na pedreira da empresa Max Brita, localizada próxima ao Monte Cabrão, área continental de Santos, à margem da rodovia Rio Santos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Max Brita, as buscas para encontrar as vítimas não pararam na Páscoa e Dia das Mães e ocorrem ininterruptamente desde o momento do acidente, quando os operários Jucelino Mendonça de Souza, de 45 anos, e Walter Santana, de 49 anos, foram soterrados. Outros dois trabalhadores estavam no local no momento do acidente, mas conseguiram escalar a pedreira e se salvaram.

Já foram retiradas mais de 5.700 toneladas de pedras (cerca de 250 caminhões com 23 toneladas cada) e realizadas 28 explosões nesses 30 dias de trabalho de resgate. Entretanto, segundo a Max Brita, ainda não é possível fazer uma previsão de quando se chegará a zona determinada pelos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) como o local onde as vítimas estão soterradas.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a responsabilidade do acidente. De acordo com o delegado titular do 1.º Distrito Policial de Santos, Alexandre Aranha, o Instituto de Criminalística (IC) está trabalhando na perícia do acidente desde o ocorrido, mas os laudos deverão ser finalizados apenas após os corpos serem encontrados.

“Também estamos esperando isso para chamar os familiares das vítimas para depor”, explicou o delegado, afirmando que o procedimento instaurado é de “desabamento” e eventual crime ambiental. “Como não temos os corpos ainda não se pode falar em homicídio, mas a pena de desabamento com evento morte é a mesma do homicídio”, explicou.