O goleiro Bruno Fernandes de Souza deixou a penitenciária de Contagem na manhã de hoje para prestar depoimento sobre o assassinato da irmã da mulher que cuidou do filho dele com a amante Eliza Samudio.

O depoimento do goleiro ocorreu numa delegacia de Ribeirão das Neves –região metropolitana de Belo Horizonte– e durou cerca de três horas.

O inquérito de Ribeirão das Neves investiga a morte de Graziele Beatriz Leal de Souza, ocorrida em janeiro de 2011, quando Bruno já estava preso havia seis meses.

Ela era irmã de Geisla Leal, que cuidou do filho do goleiro depois de Eliza Samudio desaparecer e ser assassinada a mando do jogador, conforme denúncia do Ministério Público. Geisla não é investigada nem foi acusada de envolvimento na morte de Eliza.

Segundo a Polícia Civil, Graziele foi morta na casa de Geisla, no bairro Liberdade, na em Ribeirão das Neves.

A Polícia Civil ainda não informou, contudo, se há alguma relação entre os dois casos. Uma das suspeitas é de que Graziele pode ter sido morta por engano por traficantes de drogas que a teriam confundido com Geisla.

 

Bruno deixou voltou à penitenciária de Contagem às 13h10. O delegado que ouviu o goleiro, Marcio Rocha, ainda não esclareceu o motivo de Bruno ter sido chamado para prestar depoimento.

 

Julgamento

No próximo dia 19, começará o julgamento de Bruno e de mais seis réus pela morte de Eliza Samudio. Outras duas pessoas serão julgadas posteriormente. Bruno é apontado como mandante do crime, já que Eliza cobrava pensão e uma quantia em dinheiro por causa do bebê que teve com o goleiro.

Para a polícia e o Ministério Público, a ex-amante de Bruno foi morta em junho de 2010 na região metropolitana de Belo Horizonte, depois de ser trazida do Rio para o sítio do goleiro. O corpo dela nunca foi encontrado.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi denunciado como o executor da morte de Eliza. Desde segunda-feira (5), ele está sendo julgado no fórum de Contagem por ter supostamente participado de um outro homicídio.