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Brasileiro morre no Aconcágua

  • Por Redação O Estado Do Paraná

Buenos Aires – Um brasileiro morreu e a mulher dele está internada por não resistirem às baixas temperaturas, na noite de quinta-feira, durante a descida do pico do Aconcágua, na Argentina. Eduardo da Silva, de 35 anos, e a mulher, Rita Bragatto, 34 anos, moradores de Sorocaba, participavam de um grupo que escalou a montanha mais alta das Américas.

Os dois chegaram ao pico da montanha, a cerca de 7 mil metros de altitude, mas tiveram problemas na descida, a 4.500 metros de altitude, segundo o Departamento de Recursos Naturais da província de Mendoza.

Silva teve uma parada cardíaca e Rita, logo depois, teria tido um edema cerebral. A informação é que eles tiveram os problemas por causa do frio e da altitude. Rita foi encaminhada a um hospital na cidade de Mendoza, a 170 quilômetros do local. Segundo informações de familiares, os dois já tinham feito outras escaladas e há sete meses estavam se preparando para a aventura.

O casal, desidratado e sofrendo com as baixas temperaturas, foi encontrado na noite de quinta-feira, por um alpinista norueguês, Lars Oslo. Ele e seus colegas ajudaram os brasileiros a descer até um abrigo. Mas, no meio da descida, Eduardo Silva teve uma parada cardíaca e morreu. Rita Silva, em estado de saúde delicado, foi atendida no refúgio Nido del Cóndor, a 5.400 metros de altura.

O acidente faz lembrar a tragédia que vitimou três alpinistas brasileiros que tentaram escalar a face mais difícil da montanha e que morreram em 1998. O líder da expedição, Mozart Catão, e os companheiros Alexandre Oliveira e Othon Leonardos morreram ao tentarem escalar a face sul do Aconcágua. Em 31 de janeiro daquele ano, eles partiram para a subida final, alcançando 5.300 metros. Em 2 de fevereiro, o tempo piorou e eles tiveram de parar. No dia 3, às 20h, ocorreu uma avalanche. Mozart, que não estava preso por cordas, foi arrastado. Alexandre, que estava amarrado, ficou preso numa saliência da montanha e também morreu. Othon ainda manteve contato com a base por duas horas e meia, até não mais responder aos chamados. Mais de cem pessoas morreram tentando escalar o Aconcágua no último século.

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