As autoridades de Saúde em todo o país começaram a ficar preocupados com o grande número de casos registrados de rubéola, que voltou a crescer este ano, segundo informações da Agência Brasil. De janeiro até o dia 19 de outubro, foram confirmados 4.178 casos da doença. Nos últimos dois meses e meio, 2.912 novos casos foram registrados em 272 municípios de 17 estados.

Segundo o coordenador-geral de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Ricardo Marins, 70% das vítimas da rubéola são do sexo masculino, com idade entre 20 e 29 anos, homens que não receberam a vacina quando criança. O Rio é o estado que concentra o maior número de casos – mais de 1,5 mil -, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 1.087 casos, e de São Paulo, com 444 registros.

Com a campanha de vacinação entre os meses de abril e maio, imunizando as pessoas entre 20 e 39 anos de idade, o Rio conseguiu controlar os casos da doença. Lá, o surto de rubéola começou em meados do ano passado, mas foi contido ainda no primeiro semestre deste ano, segundo o superintendente de Vigilância e Saúde da Secretaria de Saúde do estado, Victor Berbara.

O município cearense de Horizonte é o que tem a maior concentração de casos por habitante: 167. De acordo com a coordenadora nacional de Imunização de Horizonte, Isabel Nobre, o surto no município atingiu mais os homens e começou numa fábrica de 8 mil funcionários.

Segundo Ricardo Marins, o avanço no número de contaminações vem acompanhado de outro risco, mais preocupante: a contaminação de gestantes e de mulheres que não sabem que estão grávidas. Marins lembrou que quando a doença não causa aborto, as crianças contaminadas pelo vírus durante a gestação nascem com problemas irreversíveis como surdez, cegueira, alterações cardíacas e problemas no sistema nervoso central.