A economia obtida pela Prefeitura com a revisão dos contratos firmados com terceiros rendeu mais recursos em caixa no ano passado do que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. De acordo com a Secretaria Municipal de Finanças, o aperto nas contas resultou em R$ 1,2 bilhão a menos em gastos.

O resultado positivo foi obtido porque o custeio com serviços terceirizados cresceu 0,6% em 2014, contra 10% do ano anterior. Esse superávit primário foi equivalente a 3,1% da receita do Município.

Outra medida que colaborou para que o total de investimentos tenha chegado a R$ 4,3 bilhões foi o aumento real da receita. No ano passado, segundo a secretaria, a receita total cresceu 1,1% acima da inflação, o que significou aproximadamente R$ 2,9 bilhões a mais em relação a 2013.

Para o secretário municipal de Finanças, Marcos Cruz, o resultado merece comemoração. “Mesmo em um contexto desafiador conseguimos atingir nível recorde de investimentos, gerando superávit primário de R$ 1,2 bilhão, enquanto a soma dos Estados e municípios apresentou um déficit de R$ 7,8 bilhões”, disse.

Cruz atribui a marca de R$ 4,3 bilhões em investimentos a um trabalho vitorioso de gestão fiscal da Prefeitura, que reduziu o custeio da máquina, ampliou a receita real e passou a utilizar uma quantia maior de recursos armazenados de operações urbanas e de fundos municipais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.