Saúde

Adeus ao Clobutinol: Por que o remédio que você tem no armário foi proibido pela Anvisa?

Foto: Depositphotos

Se você tem o hábito de abrir o armário de remédios ao primeiro sinal de tosse seca,
preste muita atenção. Aquele xarope ou “gotinha” que muita gente considerava
sagrado, o clobutinol, acaba de sair definitivamente de cena.

Nesta segunda-feira (27/08), a Anvisa suspendeu a fabricação, venda e o uso de todos os medicamentos que contenham clobutinol no Brasil. A decisão vale para xaropes, gotas e cápsulas.

Por que a proibição? O que dizem os especialistas

A medida não foi tomada ao acaso. Estudos recentes apontaram um risco grave para o coração: o clobutinol pode causar arritmias cardíacas graves (prolongamento do
intervalo QT). Na balança da saúde, a Anvisa entendeu que o risco de um problema no coração é muito maior do que o benefício de parar uma tosse.

A Dra. Tati Mota, farmacêutica, reforçou em suas redes sociais que a suspensão é
imediata. “Ele é um antitussígeno muito comum, utilizado para tosse seca e irritativa e está no mercado desde 1965. O clobutinol age diretamente no sistema nervoso central para suprimir a tosse. E o que foi identificado ao longo dos anos é que ele pode ter um efeito no coração, ou seja, há um risco de prolongar o chamado intervalo QT no eletrocardiograma”, explicou a especialista em um vídeo nas redes sociais.

Não era só xarope!

Muitas pessoas acham que o clobutinol só existia na versão “melzinho”, mas ele estava escondido em várias apresentações:
– Solução Oral (Gotas): Muito usado para ajustar a dose em crianças
– Cápsulas e Comprimidos: Formas sólidas para adultos.
– Associações: Misturado com outras substâncias para potencializar o efeito.

O que usar agora? Alternativas Seguras

Se a tosse apertar, não se desespere. Existem opções que continuam liberadas e são
consideradas seguras pelos médicos:

Opções de Farmácia (Consulte seu médico):
Dropropizina (ex: Vibral, Notuss): Age direto no reflexo da tosse.
Levodropropizina: Focada nos pulmões, com menos efeitos no cérebro.
Dextrometorfano (ex: Bisoltussin): Um dos mais conhecidos mundialmente.
Cloperastina (ex: Seki): Indicado para tosses secas persistentes.

Dicas da “Vovó” que funcionam (e são seguras):

Mel, Gengibre e Limão: O mel protege a garganta e o gengibre combate a
inflamação.
Água, muita água: Manter a garganta úmida é o melhor remédio para a irritação.
Nebulização: O vapor com soro fisiológico ajuda a acalmar as vias aéreas.

Lembre-se: Tosse persistente pode ser sinal de algo mais sério. Nunca se automedique, procure sempre um profissional de saúde!

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