Brasil tenta acordo para reduzir tarifas entre emergentes

Com o processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) paralisado, o Brasil articula o lançamento em 2007 de negociações para um entendimento comercial entre cerca de 40 países emergentes, entre eles África do Sul, Indonésia, Argentina e Egito. A meta do projeto, que será discutido a partir de hoje em Genebra, é conseguir que essas economias reduzam em 30% suas tarifas de importação para produtos de outros emergentes. Mas o País está tendo dificuldades para conquistar o apoio para que o projeto avance.

A China, economia que mais cresce entre os emergentes, avisou que não vai participar. A Índia se mostra relutante em aceitar a iniciativa e só aceita corte de 15%. Para analistas, a concretização do acordo será um teste para as intenções do governo brasileiro de liderar uma aproximação entre os países em desenvolvimento.

O projeto está demonstrando que, assim como governos ricos e pobres não conseguem se acertar na OMC, os países em desenvolvimento também sofrem para chegar a um entendimento sobre como deve ser um acordo comercial entre eles. Um dos problemas é que o entendimento criaria maior concorrência por mercados entre os emergentes, o que muitos não estão dispostos a aceitar.

Segundo diplomatas brasileiros, haverá a possibilidade de os países fazerem listas de produtos sensíveis para proteger certos setores de sua indústria. O problema será garantir que não haja mais setores sensíveis do que produtos com tarifas de importação reduzidas.

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