Brasília (AE) – A Brasil Telecom GSM vai lançar em novembro um celular especial para deficientes auditivos. Esse aparelho poderá enviar e receber torpedos em Libras (Língua Brasileira de Sinais). A novidade foi anunciada hoje (15) pelo presidente da empresa, Ricardo Sacramento, em audiência pública na Câmara dos Deputados. O custo do aparelho será o mesmo dos comercializados atualmente.

Segundo Sacramento, na área da Brasil Telecom, nas regiões Sul, Centro-Oeste e parte da Norte, existem cerca de 200 mil pessoas com deficiência auditiva, não alfabetizados, e que poderão ser beneficiados pelo novo celular, que aparentemente é igual aos utilizados hoje. A diferença é que o celular para surdos usará um software que transformará a mensagem recebida, em português, em sinais feitos com a mão. Os deficientes também terão a possibilidade, no menu do celular, de redigir a mensagem usando também a linguagem dos sinais.

Reclamações

Durante a audiência, os deputados discutiram os problemas enfrentados pelos usuários de telefonia celular. O gerente-geral de Comunicações Pessoais da Anatel, Bruno Ramos, disse que a agência já abriu 33 processos administrativos contra a operadora de telefonia móvel Oi e 12 processos contra a Brasil Telecom GSM. Segundo ele, somente neste ano a Anatel realizou 67 fiscalizações na Oi e 42 na Brasil Telecom.

Os maiores problemas, explicou, se referem a erros de cobrança nas contas dos celulares pós-pagos. Outra dificuldade apontada pelo cliente é a rescisão do contrato com a operadora. Também há reclamações em relação ao atendimento ao cliente, tanto nas lojas das empresas quanto pela central telefônica (call center). Os usuários se queixam ainda de falhas e defeitos na rede que dificultam a realização de ligações telefônicas.

O deputado Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), presidente da comissão, disse que devem ser enviadas, em 30 dias, sugestões à Anatel sobre o novo regulamento da telefonia celular. A proposta de novas regras entra hoje em consulta pública. Entre as novidades estão a ampliação, de 90 para 180 dias, do prazo de validade dos créditos utilizados nos celulares pré-pagos e a possibilidade de ressarcimento do cliente pelos créditos não utilizados quando ele trocar de operadora.