A China voltou a assustar os mercado de ações mundiais, que estão reagindo mal ao crescimento acima do esperado da economia chinesa no primeiro trimestre do ano e ao aumento da inflação no país. Nas bolsas da Ásia, as quedas foram generalizadas nesta quinta-feira (19), com o índice Xangai fechando com perda de 4,5%, revelando o medo dos investidores de que essa a expansão do PIB chinês de 11,1% leve a um aumento na taxa de juros.

Em Tóquio, a bolsa caiu 1,67%. Na Europa e nos EUA as bolsas operam no vermelho. Aqui, não poderia ser diferente. O índice Bovespa da Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão às 10 horas em queda de mais de 1%. Às 10h10, o Ibovespa estava na mínima, em queda de 1,63%, a 47.917 pontos.

Mas a perda da Bovespa nesta quinta-feira pode ser contida pelo expressivo recuo dos juros futuros, nos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). As taxas futuras estão em queda após o placar dividido da votação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ontem à noite, sobre a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic. O Copom baixou a taxa Selic para 12,5% ao ano, corte de 0,25 ponto porcentual, exatamente dentro do esperado, mas a decisão foi por apenas um voto de diferença (4 votos a favor de 0,25 ponto e 3 votos para um corte maior, de 0,5 ponto porcentual). Com isso, o mercado está interpretando esse placar dividido como um sinal de redução maior da taxa Selic, de 0,50 ponto, na próxima reunião do comitê no início de junho.

A reação negativa da Bovespa à China pode, portanto, ser limitada pelo otimismo dos investidores em relação aos juros no Brasil. Mas isso vai depender do comportamento do mercado norte-americano, após a abertura do pregão regular, às 10h30. Ontem, o índice Dow Jones fechou em nível recorde, acima dos 12.800 pontos.

Estréia

A Bematech Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos estréia hoje no Novo Mercado da Bovespa. O ingresso da Bematech eleva para 111 o número de companhias que participam dos segmentos especiais da Bovespa, sendo 59 no Novo Mercado, 15 no Nível 2 e 37 no Nível 1.