O secretário nacional de Juventude, Beto Cury, suspeito de levar jovens beneficiários de programas do governo federal para um ato de campanha pró-Lula na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, sábado, disse que não incentivou ninguém a pedir votos. "Quem foi (ao evento) foi de forma espontânea", afirmou.

Beto Cury tentou evitar comentar o assunto nos últimos dias. Mas localizado ontem pela imprensa ao deixar o restaurante do Palácio do Planalto, acabou respondendo sobre as suspeitas de uso da máquina na campanha de Lula. Na rápida entrevista, o secretário insistiu em que o comitê de campanha é que deveria falar em relação ao caso. "Tudo que tinha de ser explicado já foi explicado", disse. "Quem fala sobre isso é a campanha.

Um dos coordenadores do evento no Rio, Celso Athayde, da Central Única das Favelas (Cufa), afirmou que os jovens beneficiários de programas sociais foram levados por Beto Cury. Na segunda-feira, em nota, a Cufa desmentiu Athayde. Ontem, o secretário nacional de Juventude tentou desqualificar a afirmação do representante da Cufa. "Ele deve ter se confundido", disse. "Sou militante do PT há 25 anos e estava lá como militante.