Após suspeitas, subdiretor da Unesco pede demissão

O subdiretor-geral de Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Peter Plympton Smith, um dos homens mais poderosos da instituição, pediu demissão do cargo na semana passada. Ele enfrentava uma investigação por suspeitas de dispensa irregular de licitações, perseguição racial ou política contra seus subordinados e por receber salários da universidade que dirigia na Califórnia – o que é vetado pelas Nações Unidas.

O pedido foi aceito imediatamente pelo diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura. Em comunicado ele afirmou somente que está comprometido com os objetivos da reforma estratégica do setor de educação. Smith vinha sendo investigado desde outubro pelo conselho executivo da instituição, mas as denúncias só vieram a público em janeiro.

A suspeita mais grave girava em torno de sete contratos de consultoria firmados sem licitação com a empresa Navigant Consulting, de Washington, especializada em litígios, finanças, saúde e energia, entre junho de 2005 e agosto de 2006. O objetivo seria reestruturar o modelo de gestão do setor de educação.

O subdiretor era suspeito ainda de agir de acordo com interesses próprios. Ele cancelou projetos de alfabetização, que são prioridade do órgão desde 1945, para bancar um congresso em Nova York que agradaria o Partido Republicano, do qual seu irmão, o senador americano Frederick Smith, é membro.

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