Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira (5) que embora o governo brasileiro demonstre boa vontade para com as reivindicações do governo boliviano, a questão do aumento do preço do gás comprado pelo Brasil tem de ser tratada tecnicamente.

O ministro negou que a visita ao Brasil do presidente da Bolívia, Evo Morales, esteja condicionada a esse aumento: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado boa vontade ao tratar deste tema. Agora, é evidente que há condicionantes técnicas. Não adianta querer tratar de certos assuntos só sob o ponto de vista político?.

Para o ministro, há outros assuntos de interesse comum a serem discutidos na reunião marcada para o dia 14. ?Espero que o presidente Evo Morales confirme sua visita ao Brasil, para que possamos tratar dos vários temas de nossa vastíssima agenda bilateral, incluindo a entrada da Bolívia no Mercosul?, disse, após participar da abertura de seminário sobre operações de manutenção da paz no Haiti, com o ministros Fritz Longchamp, da Secretaria-Geral da Presidência do Haiti, e Peter MacKay, dos Negócios Estrangeiros do Canadá.

Indagado sobre se o Brasil concordaria com o aumento do preço do gás boliviano, Amorim reiterou que "isso é um assunto da Petrobras". E defendeu que a negociação garanta um retorno justo para a Bolívia e também para o Brasil: "Tem de ser um projeto viável em termos de investimento. Se a Bolívia deseja mais investimentos, isso só pode ocorrer se o processo, em seu todo, for viável".