O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, disse há pouco que ainda não há uma decisão sobre a edição de uma medida provisória que permita a intervenção na companhia aérea Varig. Ao deixar há pouco o Palácio do Jaburu, depois de uma reunião com o grupo parlamentar que defende a empresa, o ministro disse à imprensa que "medida provisória só existe depois que for assinada pelo presidente da República e encaminhada ao Congresso Nacional".

Segundo informou ontem o presidente da Infraero, Carlos Wilson, até sexta-feira o governo tomaria uma decisão para solucionar a crise da Varig por meio de uma intervenção que afastaria o atual controlador, a Fundação Ruben Berta, nomeando nova administração. Questionado se a intervenção na empresa é uma opção do governo, Alencar respondeu:"eu acho que não mas nós vamos ver".

A coordenadora do grupo parlamentar, deputada Yeda Crusius (PSDB/RS), disse que Alencar, durante a reunião nesta manhã, se comprometeu com os parlamentares a não tomar nenhuma decisão de surpresa sobre o destino da Varig e a considerar as avaliações políticas numa eventual decisão. Segundo ela , foi trazida a opção a Alencar de o governo editar uma medida provisória dando poderes ao Ministério da Defesa para substituir a administração das empresas no setor aéreo e, em troca, o governo buscaria no mercado títulos públicos que pudessem permitir fazer um acerto de contas entre a União e as empresas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou ontem a União a ressarcir a Varig por perdas durante planos econômicos da década de 80. Segundo ela, Alencar confirmou que por obrigação administrativa, o governo ainda deverá recorrer até última instância da decisão do STJ.