Uma alemã foi considerada culpada de assassinato e sentenciada hoje a 15 anos de reclusão pelo assassinato de oito de seus filhos recém-nascidos num período de aproximadamente dez anos, num caso que chocou a Alemanha

Sabine Hilschinz, de 40 anos, recebeu a máxima pena possível depois de a corte ter concluído que ela foi responsável pelas oito mortes. Ela também é suspeita de matar um nono filho recém-nascido, mas um estatuto de limitações não permite que esse caso vá a julgamento

Hilschinz foi detida em julho do ano passado, quando a polícia encontrou os restos mortais dos bebês enterrados em vasos de plantas e num tanque de peixes na casa dos pais da mulher condenada, perto da fronteira da Alemanha com a Polônia

Ela recusou-se a testemunhar durante seu julgamento, iniciado em abril, mas disse anteriormente a investigadores que estava embriagada demais para lembrar-se dos nascimentos

Hilschinz também contou que ela e seu ex-marido já tinham três filhos e ele não queria mais nenhum. Segundo a versão de Hilschinz, ela tentava fazer com que o marido percebesse que ela estava grávida. Antes do início do julgamento, a corte de Frankfurt an der Oder desistiu da acusação de homicídio qualificado porque não havia evidências suficientes para provar que ela teria tentado ocultar os crimes

Segundo a promotoria, porém, as evidências apresentadas contradizem a interpretação dos juízes. Os promotores queriam que Hilschinz fosse condenada por homicídio qualificado e condenada à prisão perpétua. A defesa, por sua vez, tentou convencer o tribunal a condená-la por uma das oito mortes, o que acarretaria sentença de três anos e meio de reclusão

Segundo a argumentação da defesa, não há evidências de que os outros sete bebês tenham nascido vivos. Tanto a promotoria quanto a defesa manifestaram a intenção de recorrer da sentença