Um dos mais importantes festivais de música do País, a Mimo (Mostra Internacional de Música em Olinda) que leva a importantes cidades históricas do País artistas de todo o mundo, vai ampliar suas atividades e virar o que os organizadores chamam de movimento Mimo. Previsto para ocorrer em Paraty (23 a 25/8), Ouro Preto (29/8 a 1.º/9) e Olinda (2 a 8/9), o festival vai contar com cerca de 180 atrações, um aumento de 20% em relação ao ano passado. “Fico feliz em poder crescer, mas é um desafio”, diz Lu Araújo, produtora e idealizadora do projeto. Ao contrário de 2012, Recife e João Pessoa não estarão no roteiro.

Lu conta agora, quando chega à 10.ª edição do evento, com um aliado experiente. Luiz Calainho, ex-executivo de gravadoras e sócio em 12 empresas do meio de mídia e cultura, entre elas a Aventura Entretenimento, maior realizadora de musicais no Brasil, surge como parceiro na realização do projeto. Se um homem formado pela escola das gravadoras pode influenciar na programação de um festival já sedimentado com várias atrações instrumentais vindas de países muitas vezes fora do eixo EUA-Europa? Se a intenção seria deixá-lo mais pop? “Não. A alma da Mimo tem que ser mantida como ela é, esse é o viés que queremos”, diz Calainho.

Sobre as dificuldades de se erguer uma edição de festival em uma temporada de pessimismo entre os produtores do meio artístico, o empresário tem boas expectativas. “Nunca vai haver problema quando se tem conteúdo artístico de excelência, um modelo de entrega eficiente aos patrocinadores e um alto nível de gestão.” Para este ano, duas empresas já assinaram com o festival, segundo a produção: além do BNDES, que já vem bancando edições anteriores, o Bradesco já fechou com o evento.

O movimento descrito pelos produtores diz respeito a iniciativas que a Mimo quer manter em uma agenda que extrapole os dias de shows. Iniciativas sobretudo no meio virtual. Um portal da Mimo (www.mimo.art.br) vai trazer artigos sobre a música das regiões representadas por atrações que estarão no festival e sobre as cidades históricas que participação do evento. E uma web radio no mesmo portal terá programação exclusiva durante todo o ano.

A escalação dos artistas ainda está sendo fechada e os nomes em negociação ainda não podem ser revelados. Lu promete que cada cidade terá sua atração de peso. “Vai dar vontade de ver todas, posso garantir.” O que já está decidido é que o primeiro concerto desta edição será feito pelo pianista Nelson Freire, que também realizou a abertura da Mimo, há dez anos, quando lotou uma igreja em Olinda e deixou uma multidão de 900 pessoas para fora.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.