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A mistura enriquecedora do Trio Quintina no Paiol

  • Por Magaléa Mazziotti

Uma aura de mistério que remonta os cabarés circenses é a tônica dominante do espetáculo Cyrk, novo show do Trio Quintina que estreia hoje, no Teatro Paiol. Na verdade, o que os fãs do grupo curitibano poderão contemplar, em mais de uma hora de apresentação, é uma releitura da arte circense temperada pelas principais influências da banda, seja na música de Chico Buarque – que, inclusive, está no repertório do show, com a composição Piruetas-, seja no cinema de David Lynch e Stanley Kubrick, que pautou parte dos elementos cênicos escolhidos pelo diretor do show Marcio Abreu.

Ele teve o claro objetivo de envolver o público em uma atmosfera única onde música e circo estão “intrinsecamente ligados”. “O show propõe um circo bizarro, indecifrável, em que a música foi o ponto de partida para o desenvolvimento do roteiro, toda a narrativa da apresentação foi construída dentro desse princípio”, explica Abreu.

Mais da metade do repertório são músicas inéditas permeadas pela temática circense, mas preservando o estilo e os assuntos relacionados ao universo do Trio.

Uma das letras, de autoria de Gabriel Schwartz, Devaneios, direciona um pouco do que as pessoas poderão assistir no Paiol. “Misturamos a boa Música Popular Brasileira ao universo circense dentro da linha de Saltimbancos e Circo Místico”, afirma o músico.

O restante do repertório é composto por músicas antigas do grupo como Cecília, de Fabiano Silveira e O acontecer, também de autoria de Gabriel Schwartz. Também fazem parte do show algumas músicas que integram o imaginário coletivo e que de alguma forma estão vinculadas ao circo ou à atmosfera projetada para o espetáculo. Além da já citada Piruetas, o Trio vai tocar com novos arranjos a consagrada Gargalhada de Pixinguinha.

“Dá música ao cenário, passando pelo próprio espaço em formato de arena do Paiol, tudo foi pensado por todos os envolvidos no projeto Cyrk”, revela Abreu. Aliás,o nome Cyrk é de origem polonesa e significa circo.

“Mais do que a origem, escolhemos essa palavra para batizar o espetáculo pelo estranhamento que ela causa. Quem vier assistir ao nosso show, precisa estar disposto ao bom humor e ao inusitado”, destaca Gabriel Schwartz.

Um trio com cinco

Repetindo a fórmula já testada em outros shows, os irmão Schwartz (Gabriel e Gustavo) mais Fabiano Silveira, o popular “Tiziu”, virão ao palco do Paiol acompanhados do músico João Gomes (no contrabaixo) e do artista circense Yamba Daher, que já atua na cena cultural de Curitiba há alguns anos.

“A performance de Yamba está integrada na música a tal ponto de o percebermos como um novo instrumento de música dentro da proposta que estamos apre sentando” , pontua Abreu, dizendo que essa ideia de agregar novos artistas ao Trio é sempre enriquecedora para o público e para a evolução musical do grupo.

Serviço

Cyrk – Trio Quintina, no Teatro Paiol, de sexta à domingo até o dia 17 de outubro. Sexta e sábado, 21h e domingo, às 17h. Ingressos: R$ 12,00.

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