“Essa semana vai dizer muito aonde iremos chegar”. Foi com uma frase simples que o técnico Paulo Autuori definiu o que serão os próximos sete dias do São Paulo, que entrará em campo nada menos do que quatro vezes neste período. Mas antes de pensar nas partidas contra Náutico, Criciúma e Coritiba – que podem tirar o time do buraco ou afundá-lo ainda mais nas últimas posições do Campeonato Brasileiro, – o clube tricolor inicia a sua série em um difícil confronto contra o Botafogo, neste domingo, às 16 horas, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 17.ª rodada, e precisa de um resultado positivo se quiser manter o fôlego na briga contra o descenso.

Nem mesmo o fato de ainda estar na zona de rebaixamento às vésperas da virada de turno desanima o São Paulo. A vitória sobre o Fluminense no último fim de semana, que pôs fim a uma série de 12 jogos sem vencer, devolveu a confiança a um grupo que vinha até então combalido. O ambiente entre os jogadores é de tranquilidade e todos acreditam que o time conseguirá sair da incômoda situação e chegará a uma colocação digna na tabela de classificação, cenário bem diferente de poucas semanas atrás quando o pessimismo dominava os atletas. “Encontrei o grupo bem. Já vínhamos fazendo por merecer. A equipe tem mantido a cabeça no lugar e por isso fez um jogo interessante contra o Fluminense”, ponderou o treinador.

Além do fato de enfrentar uma das melhores equipes do campeonato, o excesso de jogos na semana é outro fator que preocupa a comissão técnica. O São Paulo tem dois confrontos diretos e não pode se dar ao luxo de perder jogadores lesionados ao mesmo tempo que sabe que precisará rodar o elenco, mas contra os botafoguenses terá força “máxima”.

As aspas indicam que nem tudo são flores para Paulo Autuori, que tem um problema de peso para resolver no ataque: sem Luis Fabiano e Aloísio, os dois principais artilheiros do time no ano, a responsabilidade de marcar os gols ficará a cargo de Osvaldo, em jejum que dura mais de seis meses. A situação sofrível no setor fez o técnico relacionar o recém-contratado Welliton, ainda longe das condições ideais.

Apesar da limitação no ataque, o São Paulo manterá a mesma formação ofensiva apresentada no Morumbi. A diferença é que Ademilson, machucado, dará lugar ao jovem Lucas Evangelista pelo lado esquerdo do campo.

Outra provável novidade é a escalação de Antonio Carlos no lugar de Rafael Toloi na zaga – Rodrigo Caio segue firme na posição após ter sido improvisado por falta de opções. O camisa 4 fará a primeira partida contra o antigo clube. “Foram quatro anos muito bons, muita gente passou por lá e vou abraçar todo mundo, mas quando a bola rolar vou querer a vitória”, disse o defensor.

Conquistar um bom resultado no Maracanã – será a primeira vez do São Paulo no estádio desde que ele foi reformado para a disputa da Copa do Mundo – passa pela tarefa de neutralizar Seedorf, o cérebro do rival alvinegro. Os jogadores admitem que a experiência do meia é um ponto de desequilíbrio e Paulo Autuori treinou com a defesa uma série de jogadas de bola parada baseadas no estilo de cobrança do holandês, mas não acha que só ele é capaz de desequilibrar. “Taticamente é uma equipe muito bem trabalhada, que entra em campo sabendo o que quer. Faz gol em todos os jogos e mostrou isso contra o Atlético Mineiro. Eliminou o atual campeão da Libertadores (na Copa do Brasil)”, elogiou.