Apesar da paralisação provocada pela chuva, no domingo, e da péssima condição do asfalto, especialmente no sábado, antes da reforma do piso na reta do Sambódromo, o circuito de rua do Anhembi foi aprovado pelos pilotos da Fórmula Indy. Um dos mais empolgados com a pista era o australiano Will Power, da Penske, que venceu a corrida.

“Adorei o circuito. É desafiador, com longas retas e curvas fechadas. O asfalto ondulado e a condição do tempo, hora com chuva, hora com sol, também ajudaram a tornar a corrida bastante interessante, e difícil do aspecto físico”, disse Power. “Pena que o piso estranho atrapalhou um pouco os treinos, mas isto acontece em outras pistas de rua.”

Segundo colocado na prova em São Paulo, o norte-americano Ryan Hunter-Reay destacou os vários pontos de ultrapassagem no circuito de rua Anhembi. “Foi ótimo correr no Brasil, um país com paixão por corrida. Foi um espetáculo, com muitas ultrapassagens por ter duas retas longas. O único problema foi a bandeira vermelha. Para mim, não seria um problema correr com chuva normal, quem sabe no ano que vem”, disse.

Outro que também se mostrou um entusiasta da pista do foi Helio Castroneves. “É fantástico andar a 300 km/h na Marginal Tietê. Poxa, é o sonho de todo o paulistano”, brincou. “O circuito é legal, com vários pontos de ultrapassagem”, disse.

Tony Kanaan, da Andretti, também lembrou dos problemas – a pista passou por uma microfresagem na madrugada de sábado para domingo -, mas elogiou o empenho dos construtores. “Estão todos de parabéns por ter conseguido construir uma pista em quatro meses. Nenhum lugar do mundo conseguido fazer o que foi feito aqui. De repente, faltou apenas assessoria de algum piloto.”

Ainda na tentativa de amenizar as criticas, Kanaan fez comparações com outras corridas e lembrou da pista oval do Texas, que teve a prova de 2001 cancelada depois que os pilotos se queixaram de tonturas, enjoos e dores de cabeça nos treinos. “A pista era tão rápida que não conseguíamos correr sem ficar tonto, foi a pior condição que já pegamos. Em Edmonton, que é uma corrida no aeroporto, também temos problemas com as ondulações e a aderência.”

Estreante na Fórmula Indy, o brasileiro Mário Romancini também aprovou a prova, mesmo tendo rodado e batido sozinho, o que causou a quebra da sua suspensão e o abandono da corrida. “A prova foi fantástica. Dava pra escolher onde passar e guardar combustível. Foi uma grande corrida e ano que vem não será diferente”, comentou.