Se o calendário do futebol brasileiro começa na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Paraná Clube não começou o ano da melhor forma. Eliminado ainda na primeira fase da Copinha, o Tricolor não pôde colocar em teste por mais tempo seus meninos da base. Porém, não há motivos para fazer o torcedor desanimar, já que o elenco utilizado na maior competição brasileira de categorias aspirantes não foi o principal.

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As verdadeiras joias paranistas, que certamente seriam titulares na competição, não seguiram viagem ao interior de São Paulo, já que permaneceram em Curitiba treinando duro para o Campeonato Paranaense. Um bom sinal para o torcedor que já sente há tempos o jejum de um título estadual.

A saga do Tricolor da Vila Capanema na edição 2019 da Copinha foi breve, com três jogos que tiveram o saldo de uma derrota e dois empates, mas ainda assim proveitosa, de acordo com o técnico Luciano Simm.

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“A ideia é revelar e oportunizar os mais novos e por isso optamos por jogadores ainda mais novos do que a média da competição. Poderíamos ter ido mais longe, treinamos muito para isso, mas sei que colheremos os frutos da participação desses atletas mais pra frente”, esclareceu o comandante.

O regulamento da competição, neste ano, determinou que poderiam participar jogadores nascidos entre 1999 até 2003, mas a grande maioria dos times tratou de levar sua equipe sub-20, considerados jogadores mais próximos do profissional. Porém, no Tricolor, a média de idade não esteve perto do limite máximo. Pelo contrário, já que os atletas da base que já se destacaram estão incorporados ao grupo do técnico Dado Cavalcanti que se prepara para a estreia no Estadual. Jogadores como Bruno Pires, Alesson, Andrey, Keslley , Rafael Carioca e Rafael Furtado, que seriam fundamentais na campanha da Copinha, não viajaram com o grupo.

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Se por um lado as ausências desfalcaram o time na Copinha, por outro demonstram o quanto o Tricolor vai apostar em suas revelações para o elenco principal no Paranaense. No final do ano passado, Cavalcanti destacou que o objetivo do grupo é brigar pela conquista da competição.

Enquanto a nova leva de piás da Vila já treina sob o olhar de Dado, no grupo que foi para a Copinha também há jogadores que podem vir a se destacar.

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“Tínhamos no grupo dois meninos de 16 anos que foram muito bem e vão dar o que falar em breve: Vialli e Raimar”, destacou Simm ao reforçar que mesmo que o time não tenha avançado, já colocou à prova possíveis revelações.

A prova de que as duas promessas ainda são joias brutas a serem lapidadas é que ambos sequer estão fechados em uma posição. Vialli tem revezado como zagueiro e volante, enquanto Raimar, com um incrível potencial com a perna esquerda, ainda está sendo testado nas mais diferentes posições, mas na competição, por exemplo, jogou como meia e extremo.

Simm reforçou a pouca idade de seu grupo. “A base do nosso time era do sub-17. Nos informaram que éramos a equipe mais jovem da disputa”, revelou.

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Além dos dois novatos, outros jogadores tiveram bom desempenho na Copa São Paulo: o goleiro Murilo, o meia Silva e o volante e lateral Carlos, todos com 18 anos. Pensando nessa oportunidade que os menos experientes tiveram, Simm, vê os aspectos positivos da participação, mesmo com a precoce eliminação.

“Se fóssemos pensar apenas em resultados não teríamos levado esse grupo, mas o efeito de termos colocado eles para jogarem vai aparecer”, arrematou Simm.

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