Na próxima quinta-feira (19), o Paraná Clube completa 30 anos de história. E para comemorar e relembrar a marcante trajetória do Tricolor de 1989 pra cá, a Tribuna do Paraná elegeu os 30 maiores jogadores da história paranista. Participaram da eleição 30 jornalistas que atuam ou atuaram no esporte (veja a lista e o critério de pontuação abaixo).

Nesta segunda-feira (16) serão revelados os que ficaram entre as 21ª e 30ª colocações. Entre eles, estão nomes que foram peças decisivas em conquistas de títulos, crias da base ou que lideraram o time em algum momento importante. Ao longo da semana, será revelada a lista completa.

Confira a primeira parte dos 30 maiores:

30º – Carlinhos Sabiá
Carlinhos Sabiá conquistou o Paranaense de 1991 e a Série B de 1992. Foto: Arquivo

O atacante já chegou veterano ao Paraná Clube, depois de uma boa passagem pelo Cruzeiro e uma ótima no Athletico. Deu peso a um time que ainda dava seus primeiros passos. Em campo, não era apenas um ponta-direita, como fora no início da carreira, e sim um atacante completo, que se movimentava, abria espaços, tinha passe preciso e finalizava bem. Foi a grande influência para outros jogadores que brilharam no Tricolor, principalmente Maurílio. Conquistou o Paranaense de 1991 e a Série B de 1992.

29º – Denílson
Denílson marcou o gol do título paranaense de 1995. Foto: João Bruschz/Arquivo

O lateral-direito veio do Cascavel depois de se destacar no Campeonato Paranaense. Tinha um desafio e tanto, já que o Paraná se notabilizara por ter laterais destros de altíssimo nível. Mas não decepcionou – pelo contrário, arrebentou com a camisa tricolor. Seu lance mais lembrado é o golaço da final do Estadual de 1995, um tirambaço indefensável que abriu o caminho do tricampeonato. Também jogou no Japão e no Internacional, mas é lembrado mesmo como campeão paranista.

28º – Marcão
Marcão foi titular da defesa do Paraná Clube por quatro anos. Foto: Antonio Costa/Arquivo

De uma geração que brilhou ao surgir no Athletico, o zagueiro foi ganhar o País e jogou por Guarani, Santa Cruz e Mogi Mirim até pintar no Paraná Clube, em 1993. Foram quatro anos como titular em uma dupla com Edinho Baiano e conquistas no Paranaense. Aliava uma raça impressionante ao bom uso da força física – e fazia assim um complemento ao estilo clássico de Edinho. Deixou o clube em 1997 para jogar no Internacional, e encerrou a carreira em 1999.

27º – Sérgio Luiz
Foto: Arquivo

O rapidíssimo ponta-direita tem o nome marcado na história do Paraná Clube. Em 10 de fevereiro de 1990, um sábado, Sérgio Luiz fez o primeiro gol do Tricolor. Era a segunda rodada do Campeonato Paranaense (na estreia, o time de Rubens Minelli perdeu para o Coritiba). Diante do Cascavel, um jogo de muita pressão e de 0x0 até os 40 minutos do segundo tempo, quando o Pinduca fez o gol da vitória – e da história. Formado na base do Pinheiros, o atacante também passou pelo Coxa, e as lesões abreviaram sua carreira.

26º – Éverton
Everton foi revelado pelo Paraná Clube em 2007. Foto: Daniel Castellano/Arquivo

Um dos ‘caçulas’ da lista, Éverton teve uma ascensão meteórica no Tricolor. Foi lançado aos 19 anos, em 2007, e se destacou pela velocidade e pela habilidade. A rigor, passou um ano entre os profissionais e já foi embora, em um período de terríveis negociações feitas pelos dirigentes. Defendeu Flamengo, Tigres, Botafogo, Suwon Bluewings, Athletico, novamente o Flamengo e está desde o ano passado no São Paulo, onde agora se recupera de uma grave lesão.

25º – Paulo Miranda
Paulo Miranda começou a carreira no Paraná e depois se destacou em vários times do Brasil. Foto: Daniel Castellano/Arquivo

Outro jogador da ‘fábrica’ tricolor. Mal tinha iniciado a carreira profissional e já foi decisivo na conquista do tetracampeonato paranaense em 1996. Ainda era o “Paulinho”, que impressionava por ser um meia que marcava muito – ou um volante com talento para atacar. As passadas largas lembravam Toninho Cerezo. Acabou saindo do Paraná numa rumorosa transação que acabou levando o jogador para o Athletico. Ainda jogou em Vasco, Bordeaux, Cruzeiro, Flamengo, São Caetano, Coritiba e Joinville. Hoje é coordenador técnico do Furacão.

24º – Beto
Beto foi um líder do Tricolor, dentro e fora de campo. Foto: Rodolfo Buhrer/Arquivo

Capitão Beto, melhor dizendo. Poucos jogadores foram tão identificados com o Tricolor em sua época. O volante viveu bons momentos, como o título paranaense de 2006, mas também crises terríveis. E nunca deixou de mostrar o estilo aguerrido e a liderança – que inclusive o levou depois a ser dirigente do Paraná em duas oportunidades. Além de levantar a taça do Estadual, ele também liderou a campanha que levou o time à Libertadores de 2007.

23º – Tadeu
Tadeu hoje é conhecido como o pai de Diego Tardelli, mas fez história com a camisa paranista. Foto: Arnaldo Alves

José Tadeu Martins hoje é mais conhecido por ser o pai do atacante Diego Tardelli. Mas ele jogou – e muito. E mais do que o filho, tenham certeza. O estilo clássico do meio-campista demorou a se destacar, mas quando explodiu, brilhou. Foi o líder do Londrina campeão paranaense em 1992, e foi aí que o Paraná correu para contratá-lo. Virou o camisa 10 tricolor, conquistando títulos e empolgando com seu belo futebol. Imaginem um meio-campo com ele, João Antônio e Adoílson. Era essa a meiuca paranista no título estadual de 1993.

22º – Vágner
Vagner Bacharel era capitão do Paraná, quando acabou falecendo. Foto: Arquivo

O Bacharel veio para o Paraná Clube a pedido de Rubens Minelli. Foi uma das primeiras contratações da história tricolor. Seria o líder do elenco – papel que ele exerceu por longo tempo no Palmeiras, inclusive quando Leão e Luís Pereira eram seus companheiros de time. Mas a passagem de Vágner foi breve e teve um fim trágico. Em 14 de abril de 1990, numa partida contra o Sport de Campo Mourão, ele trombou com o zagueiro adversário Charuto e sofreu uma queda. Foi levado a um hospital, e depois de uma sequência de erros médicos, teve constatada uma fratura de crânio. Seis dias depois do acidente, ele morreu.

21º – Gralak
Zagueiro, Gralak tinha força nas pernas e nos braços, ajudando também o ataque. Foto: Edson Silva

Um dos nomes mais marcantes dos primeiros anos do Paraná. O zagueiro, formado na base do Pinheiros, subiu para o time profissional e surpreendeu o País com seus chutes fortíssimos e uma cobrança de lateral que chegava na área – vários gols tricolores saíam desses laterais. Em março de 1993, contra o Umuarama, jogou na área, o goleiro se embananou e a bola entrou. O destaque foi tão grande que Gralak logo se transferiu para o Corinthians. Ele ainda defendeu Coritiba, Bordeaux e Istanbulspor antes de encerrar a carreira.

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Quem participou: Ana Zimmermann, Ayrton Baptista, Augusto Mafuz, Carlos Bório, Carneiro Neto, Cristian Toledo, Diogo Souza, Edson Militão, Eduardo Luiz, Felipe Raicoski, Fernando Freire, Fernando Gomes, Gisele Rech, Guilherme de Paula, Guilherme Moreira, Irapitan Costa, Jairo Silva, Juliana Fontes, Luiz Ferraz, Manoel Fernandes, Marcelo Ortiz, Milton do Ó, Nadja Mauad, Otacílio Gonçalves, Ricardo Brejinski, Rodrigo Fernandes, Rogério Tavares, Serginho Prestes, Sicupira e Silvio Rauth Filho.

Regulamento: Os entrevistados listaram os nomes a partir do primeiro colocado até o décimo, respeitando a ordem de notoriedade, na opinião de cada um. A Tribuna do Paraná não forneceu nomes pré-definidos ou interferiu nas escolhas. A eleição contemplou apenas jogadores, e não técnicos.

A ‘nota’ dada para cada atleta citado foi baseada na pontuação de uma corrida de Fórmula 1. O primeiro colocado ganhou 25 pontos, o segundo 18, o terceiro 15, o quarto 12, o quinto 10, o sexto 8, o sétimo 6, o oitavo 4, o nono 2 e o décimo 1. Depois de contabilizados todos os votos, foram somados os pontos de todos os jogadores, definindo o ranking dos 30 maiores nomes do Paraná Clube.

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