A volta do Palmeiras ao estádio Palestra Itália foi do jeito que o torcedor mais temia: com derrota para a Ponte Preta por 2 a 0 – a terceira seguida pelo Campeonato Paulista no local. Após três vitórias seguidas, todas longe de casa, o time alviverde apostava em novo triunfo para entrar de vez na briga por vaga às semifinais. Mas após desperdiçar inúmeras chances de gols, o time acabou castigado no fim, levou dois gols e praticamente deu adeus ao sonho de classificação.

A situação que não era das mais fáceis, agora ficou bastante complicada e só um milagre garante o clube alviverde na fase decisiva do Estadual. Restando quatro rodadas, terá de ganhar todos as partidas e ainda torcer por tropeços de outros rivais. Com 22 pontos, o Palmeiras, oitavo colocado, só pode chegar aos 34. Com o sistema de disputa atual, nunca um time avançou com essa pontuação.

Antônio Carlos deixou o campo sob os gritos de “burro.” A torcida, que apoiou o time, perdeu a paciência com o treinador no fim por ele não ter atendido o pedido, em coro, pela entrada de Ivo quando ainda estava 0 a 0.

Pela quinta vez em sete jogos no Palestra Itália, o Palmeiras tropeça. Melhor da fase inicial em 2009 do Estadual ao usar seu estádio como um caldeirão, agora o time não se encontra no próprio lar, onde desperdiçou incríveis 13 pontos. São três derrotas seguidas no local, onde vinha de 3 a 1 para o Santo André e 4 a 1 para o São Caetano e ainda havia derrapado diante de Ituano (3 a 3) e da Portuguesa (1 a 1).

Quem assistiu apenas aos primeiros 45 minutos do jogo, certamente vai se espantar ao ver o resultado. O Palmeiras massacrou a Ponte Preta na fase inicial, num bombardeio por todos os lados. Com Robert, Danilo, Diego Souza e Cleiton Xavier, só não abriu o placar por causa de defesas milagrosas de um inspirado goleiro Eduardo Martini.

O fantasma do Palestra Itália, então, resolveu aprontar na etapa final. Desorganizado em campo e desesperado com o passar do tempo, o Palmeiras lançou-se de qualquer forma ao ataque. Se abriu e viu Diego e Finazzi balançarem as redes. No fim, Marcos ainda defendeu um pênalti do centroavante pontepretano. O único momento de festa para os palmeirenses.

Ficha técnica

Palmeiras 0 x 2 Ponte Preta

Palmeiras – Marcos; Márcio Araújo, Danilo, Gualberto e Armero; Edinho (Lenny), Pierre (Ivo), Diego Souza e Cleiton Xavier; Ewerthon e Robert. Técnico: Antônio Carlos.

Ponte Preta – Eduardo Martini; Marcos Rocha, Diego, Léo Oliveira e Vicente; Deda, Danilo Portugal (Gallardo), Pirão, Tinga (Manteiga) e Gadelha (Finazzi); Otacílio Neto. Técnico: Sérgio Guedes.

Gols – Diego, aos 32, e Finazzi, aos 38 minutos do segundo tempo.

Árbitro – Leonardo Ferreira Lima.

Cartões amarelos – Diego Souza, Pierre, Danilo, Pierre e Márcio Araújo (Palmeiras); Marcos Rocha, Danilo Portugal e Otacílio Neto (Ponte Preta).

Renda: R$ 480.060,00.

Público – 17.255 pagantes.

Local – Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP).