O presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, foi convocado para uma reunião esclarecedora na Câmara Municipal de Curitiba, hoje cedo, para dar mais informações sobre o andamento das obras na Arena da Baixada. Os vereadores querem mais detalhes não só sobre o cronograma, mas também sobre a questão do financiamento que a Agência de Fomento do Paraná fará junto ao BNDES para repassar ao clube. O desencontros de números envolvendo a obra, como a Tribuna mostrou na edição de segunda-feira passada, é que levou os vereadores a quererem ouvir o dirigente.

Segundo o vereador Pedro Paulo (PT), a Câmara tem uma comissão justamente para fiscalizar tudo que está sendo feito para Copa do Mundo e os prazos são parte das preocupações para que a cidade não corra qualquer risco de ficar sem o Mundial. “Fizemos este pedido de informação porque se não tiver estádio pronto não terá Copa. As coisas [obras e financiamento] têm que estar casada, outras informações serão sobre mobilidade urbana. O propósito da nossa comissão é acompanhar isso para divulgar as informações. A transparência tem que ser principio básico e para nós algumas coisas não se encaixaram e não se explicaram ainda”, disse Pedro Paulo.

Esta não será a primeira vez que Petraglia participará de uma reunião com os vereadores. Mas desta vez, as cobranças são mais específicas. “O Mário Celso [Petraglia] já veio uma vez na Câmara, e agora queremos saber em que pé que está financiamento e a continuidade da obra”, explicou o vereador.

Ontem, a Câmara aprovou um pedido de informações feitas ao prefeito Luciano Ducci (PSB) sobre planejamento de obras no entorno do estádio, valores que serão investidos e como está o processo de desapropriação dos imóveis. “Faltam esclarecimentos que não temos de forma oficial, e em relação à desapropriação e obras no entorno do estádio, inclusive na praça Alfredo Botelho, que será adaptada. Alguns vereadores foram procurados por moradores preocupados com a desapropriação e não temos mais informações sobre isso. Quem vai pagar? Se o clube receberá os imóveis, em que condições será?”, questionou Pedro Paulo.