Phillip Lahm sabe muito bem que na próxima segunda-feira, em Salvador, dará início à sua terceira participação em Copas do Mundo. O que o jogador do Bayern de Munique ainda não sabe é qual pedaço do gramado da Arena Fonte Nova vai ocupar contra Portugal. Ele pode ser escalado por Joachim Löw na lateral direita, sua posição natural, ou como volante, função que começou a cumprir no Bayern quando Pep Guardiola assumiu o comando por lá.

O capitão da seleção foi transferido de lugar pelo badalado treinador espanhol por causa de sua aguçada esperteza tática. Guardiola, aliás, disse que jamais trabalhou com alguém tão inteligente quanto Lahm, o que é um elogio e tanto vindo de alguém que já teve sob suas ordens gente como Xavi, Iniesta e Messi. Joachim Löw decidiu fazer a mesma experiência na seleção e se mostrou satisfeito, tanto que levou o jogador a desconfiar que será volante na próxima segunda-feira.

“Normalmente, quando você é escalado em uma posição nos últimos amistosos antes de um torneio, imagina que vai disputar o torneio nessa posição”, disse o capitão. A saber: no último teste da Alemanha antes da Copa, contra a Armênia, Lahm jogou no meio de campo.

Ao contrário de jogadores como Schürrle e Podolski, que brigam por vaga na equipe e, portanto, não sabem se serão titulares na estreia na Copa, Lahm está tranquilo. Muito tranquilo. Em primeiro lugar, porque tem certeza de que Löw em hipótese alguma o deixaria fora do time – a não ser em caso de lesão, mas ele já se recuperou do problema de tornozelo que teve recentemente. Em segundo lugar, porque domina por completo as duas posições em que pode jogar contra Portugal.

“Na verdade, eu só preciso saber dez minutos antes da partida em qual posição vou jogar”, afirmou o capitão, sem um pingo da arrogância que essa frase poderia fazer supor.

SONHO – Aos 30 anos, Lahm sabe que a Copa do Brasil pode ser a sua última. E por isso ele se permite sonhar em fechar sua história em Mundiais do jeito mais glorioso possível: erguendo a taça no dia 13 de julho.

“A Copa de 1990 é a minha primeira lembrança de torcedor, já vi cada jogo da Alemanha naquele campeonato cem vezes e tenho na cabeça a imagem de Lothar Matthäus levantando o troféu”, falou Lahm, para logo em seguida colocar os pés de volta na Terra. “Bem, a final da Copa está longe, teremos muitos jogos para disputar até lá.”