Com o encerramento do Grand Slam de Tóquio, neste domingo, chegou ao fim também a temporada de 2013 do judô. E a última atualização do ano no ranking da Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês) mostra 21 brasileiros dentro da zona de classificação olímpica, que compreende os 22 melhores no masculino e as 14 primeiras no feminino.

São quatro brasileiros liderando o ranking mundial: Rafael Silva (+100kg), Sarah Menezes (até 48kg), Rafaela Silva (até 57kg) e Mayra Aguiar (até 78kg). Tanto Rafael quanto Rafaela pularam para o primeiro lugar após Tóquio. Ele porque foi prata e contou com a ausência de Teddy Riner, que é o melhor do mundo mas vai a poucas competições. Ela porque também viu suas rivais não viajarem ao Japão. A própria Rafaela ficou sem medalhas no Grand Slam.

Outros cinco brasileiros estão entre os cinco melhores de suas categorias. Felipe Kitadai (até 60kg) e Charles Chibana (até 66kg) em quinto, Victor Penalber (até 81kg) e Erika Miranda (até 52kg) em terceiro e Maria Suellen Altheman (+78kg) em segundo.

Pelos critérios de classificação adotados para os Jogos de Londres/2012 e que devem ser mantidos para o Rio, o Brasil conseguiria classificar judocas em todas as categorias. Na até 70kg no feminino, nenhuma brasileira está entre as 14 melhores do ranking. Mas Maria Portela, em 16.º, ficaria com uma vaga por conta do limite de dois atletas por país. Além dela, Nádia Merli é a 17ª.

A zona de classificação olímpica é importante ao fim de cada ano porque determina quem tem assegurada permanência na seleção brasileira para a temporada seguinte. Atingiram esse critério, além dos já citados: Diego Santos (até 60kg, em 14º), Luiz Revite (66kg, 14º), Bruno Mendonça (73kg, 14º), Alex Pombo (73kg, 21º), Tiago Camilo (90kg, 11º), Renan Nunes (100kg, 15º), Luciano Corrêa (100kg, 18º), Rafael Buzacarini (100kg, 22º), David Moura (+100kg, sétimo), Walter Moura (+100kg, oitavo), Mariana Barros (63kg, nono) e Ketleyn Quadros (57kg, sexto).

Por conta do número menor de vagas no feminino, vão ter que disputar a seletiva nacional, no dia 14, no Flamengo, atletas que estiveram no Mundial como Eleudis Valentim (52kg, 18º) e Katherine Campos (63kg, 16º). A olímpica Mariana Silva (63kg, 20º) e a campeã da Universíade Rochele Nunes (+78kg, 20º) também não têm vaga garantida na seleção.

No masculino, a ausência mais sentida nessa lista é Leandro Cunha, que teve um ano ruim e hoje é apenas o 44º do mundo na categoria até 66kg. Hugo Pessanha sofreu com lesão na mudança de categoria e foi o 40º na até 100kg. Leandro Guilheiro se recupera de cirurgia, não competiu no ano, mas tem lugar assegurado na seleção por ser medalhista olímpico.

TÓQUIO – Apesar de ter ficado apenas no quinto lugar no quadro de medalhas em Tóquio, com três de prata e uma de bronze, a CBJ comemorou o desempenho brasileiro. “O resultado em Tóquio foi bom e dentro do esperado. Trouxemos uma equipe mesclada com atletas jovens e outros mais experientes para dar vivência aos novatos e também para que todos pudessem buscar pontos no ranking mundial para começar bem 2014”, comentou o coordenador técnico da CBJ, Ney Wilson.

Para ele, o ano foi produtivo. “De maneira geral, tivemos nosso melhor primeiro ano de ciclo olímpico, com conquistas importantes. Também tivemos atletas mostrando evolução, como a Maria Suellen, no pesado, e o surgimento de novos nomes, como o Chibana, no meio-leve”, completou ele.