A estratégia do governo brasileiro para levar os Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro será mostrar o legado que o evento deixará para a cidade. De acordo com o ministro do Esporte, Orlando Silva, já foi criado um grupo de trabalho para planejar essa estrutura e apresentar comunidade desportiva internacional.

“Temos que valorizar o que fica para o país de infra-estrutura, a importância para a juventude, a importância para o esporte”, ponderou o ministro em entrevista coletiva imprensa, nesta sexta-feira (8), em Pequim. “O que vai ficar para a cidade pode ser o diferencial do Rio de Janeiro, porque Chicago, Madri e Tóquio são cidades prontas”.

Sobre o impacto dos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro, o ministro reconheceu que o legado poderia ter sido maior com melhor planejamento, mas citou melhorias. “O Rio de Janeiro se transformou numa capital olímpica. Nenhuma cidade brasileira possui o padrão de instalações que tem o Rio de Janeiro, o Maracanã, o Maracanazinho, o Engenhão, o Parque Aquático, o velódromo, que é o único da América Latina com padrão olímpico, as instalações de tiro, de hipismo, enumerou. Poderíamos ter tido mais legados, mas [esses] foram os legados possíveis”.

Para o ministro, Rio tem chances reais de ser escolhido como sede dos Jogos de 2016 e diz que o otimismo se baseia em encontros que o governo brasileiro teve, em Pequim, com mais de 50 membros do Comitê Olímpico Internacional. “Percebemos um entusiasmo da comunidade internacional com a possibilidade de o Brasil ser sede. Não é fácil, mas estamos na disputa”.

Orlando Silva revelou outra estratégia brasileira: “como se trata de uma eleição em vários turnos, o governo pretende trabalhar para que o Rio seja a segunda opção de voto da maioria dos 115 integrantes do Comitê Olímpico Internacional, que escolherão, em outubro do ano que vem, a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Isso pode ser decisivo no turno final.