O técnico Luiz Felipe Scolari não deve ter mais do que alguns meses de férias. Após ser demitido do comando do Chelsea, ainda no início de fevereiro, Felipão tem analisado novas possibilidades de trabalho. Mas já avisou: sua prioridade é continuar na Europa, onde reside atualmente e ganhou destaque à frente da seleção de Portugal. Para escolher seu novo destino, o treinador estabeleceu o mês de junho como prazo ideal.

“É provável que a minha definição para que eu trabalhe a partir de julho, em alguma equipe, só acontece no final de maio e início de junho”, afirmou Felipão nesta terça-feira. “A gente tem recebido algumas propostas, algumas sondagens, e algumas são de equipes que estão em excelente nível, outras de equipes que procuram projetos diferentes, países diferentes. Então, é melhor a gente estudar muito bem.”

Além de comentar sobre o seu retorno ao futebol, Felipão também mandou uma mensagem de apoio ao goleiro Rogério Ceni, que se contundiu nesta segunda-feira e pode ficar até seis meses afastado dos gramados. O capitão do São Paulo fraturou o tornozelo esquerdo durante um treinamento e ficará de fora do restante do Paulistão e da Copa Libertadores, retornando apenas para a disputa do Brasileirão.

“Este é o momento de dizer ao Rogério que as lesões acontecem e são lesões que a gente supera”, disse o técnico, lembrando a reação do goleiro são-paulino ao cair sobre o pé esquerdo. “E que aquele grito de dor, aquele grito que eu ouvi do Rogério, é o grito que eu gostaria de ouvir e que quero ouvir daqui há quatro meses, quando ele voltar a jogar pelo São Paulo, brilhantemente, como sempre fez.”