Sábado, contra o Ceará, o Atlético fará sua sexta partida pela Série B do Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, a equipe entrará em campo, no estádio Presidente Vargas, em busca de uma identidade. Motivo: passados seis meses, e dois técnicos, o Furacão ainda não tem um time titular.

Só nesta largada da Série B, 24 jogadores diferentes atuaram pelo Atlético. Nem mesmo quem atua na posição de goleiro conseguiu criar raízes. Rodolfo, que vinha como titular na era Juan Ramon Carrasco, foi trocado por Weverton com a chegada de Ricardo Drubscky.

Manoel e Deivid são os únicos que jogaram as cinco partidas da Série B como titulares. Cléberson também apareceu em todas, mas a primeira oportunidade foi contra o Joinville, quando substituiu Zezinho. Depois daquela partida, ganhou a posição de titular na zaga.

Mas é no ataque que mais acontecem as mudanças. Em nenhum dos jogos o time começou e terminou com a mesma formação. As alterações são reflexo da má fase dos homens de frente. Bruno Mineiro e Fernandão são os únicos, dentre os que já atuaram, que conseguiram balançar as redes – ambos com dois gols.

Há dois jogos o Atlético não marca gols nos adversários (2 x 0 para o CRB e 0 x 0 contra o Goiás). O último atacante a marcar um gol foi Fernandão, dia 1.º de junho, contra o Barueri (3 x 0).

Para tentar acertar a pontaria, o rodízio virou rotina no ataque rubro-negro. Seis nomes já tiveram oportunidade, apenas nesta Série B. Foram utilizados, além de Fernandão e Bruno Mineiro, os atacantes Ricardinho, Tiago Adan, Edigar Junio e Bruno Furlan.

Renan Teixeira e Manoel, uma vez cada um, e Paulo Baier, com dois gols, ajudaram o Furacão a ter números um pouco melhores no item gols a favor na classificação. Mas a média de 1,6 gol por jogo deixa o time numa situação ruim na classificação. A atlético é somente o 12.º colocado, com 46% de aproveitamento. O desempenho é muito abaixo da média conseguida pelos times que voltaram à Série A em ano anteriores, com média de 56% de aproveitamento.